Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 15/06/2019
A intolerância social está presente no Brasil desde seu período de colonização, no século XVI, principalmente contra os negros e nativos, os quais eram escravizados e subjugados socialmente. Nos dias atuais, o preconceito seguido de discursos de ódio contra minorias, as quais compõem a diversidade cultural, ainda faz-se presente, tornando-se imprescindível uma análise desses, haja vista a dificuldade de aceitação popular, bem como a propagação de ideais facilitada pela internet.
Em primeira instância, o preconceito enraizado na sociedade atrelado ao não acompanhamento das tendências contemporâneas acarreta uma realidade marcada por intolerância e preconceito. Dessa forma, grande parte dos indivíduos tem uma significativa dificuldade em aceitar o que é novo e diferente de seus preceitos. Tal fato é demonstrado em uma novela da Rede Globo, “A força do querer”, na qual a personagem transgênero, além de passar pelos transtornos das mudanças físicas, a fim de igualá-las à sua personalidade interior, também tem que lidar com a repulsão por parte da sociedade, além de seus inúmeros julgamentos.
Ademais, a facilidade do acesso à internet para a propagação de diversas opiniões e pontos de vista, saudáveis ou não, aumenta significativamente a divulgação de discursos carregados de ódio e rejeição. Além disso, o ineficiente policiamento de tal tecnologia, principalmente das redes sociais, leva indivíduos a expressarem seus ideais em detrimento da saúde mental e emocional de outros cidadãos. Assim, como foi dito pelo sociólogo francês do século XX, Pierre Bourdieu, “aquilo que foi criado como instrumento de democracia direta não pode nunca ser transformado em meio de opressão simbólica”, o que, atualmente, tornou-se corriqueiro na sociedade.
É necessária, portanto, uma análise plausível em torno da intolerância e do discurso de ódio contra minorias atualmente. Para atenuar tal problemática, Secretarias Estaduais de Educação devem proporcionar o conhecimento em relação à heterogeneidade da sociedade atual, assim como sua normalidade e necessidade de aceitação, por meio de palestras e projetos extracurriculares, com depoimentos de indivíduos que sofrem com essa realidade, para que, a longo prazo, o Brasil seja um país marcado pela igualdade, em detrimento do preconceito contra minorias.