Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

Um dos mais catastróficos discursos de ódio da história, é direcionado à não aceitação de um grupo social específico. A Alemanha Nazista e o genocídio de judeus evidencia, em escala mundial, a potencialidade de pensamentos primitivos dissipados em uma sociedade. Se capaz de dizimar uma raça, a manutenção da intolerância em seu grau mais intenso, ainda praticada na atualidade, persiste em trazer consequências sociais devastadoras.

Neste contexto, entende-se como um comportamento primitivo, a não compreensão de que indivíduos têm livre-arbítrio sobre sua identidade social. Credo e sexualidade, por exemplo, são questões frequentemente associadas a intolerância e ao discurso de ódio incitado por cidadãos que defendem padrões sociais específicos, desrespeitando decisões que levam em conta a individualidade de outros. Muitas vezes essa defesa de padrões é incitada pela violência, como no caso da sexualidade. De acordo dados do Senado, foram assassinados, no ano de 2017, 445 homossexuais. Esses crimes se justificam, apenas, pela opção sexual de indivíduos e a não aceitação de diferenças.       Além disso, a desvantagem social propagada pelo pensamento intolerante, fere a representação política e social dos indivíduos atingidos. Com base nisso, ao parafrasear António Guterres, chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), o ódio ameaça valores democráticos, a estabilidade social e a paz, ao passo que estigmatiza minorias e desvaloriza a sociedade por inteiro. Assim sendo, discriminação, preconceito, humilhação e desrespeito são poucos exemplos de atrocidades as quais toda a sociedade é depreciada, já que fazemos parte, sobretudo, de uma miscigenação cultural de minorias e maiorias sociais.

Em busca de minimizar a dissipação de atitudes primitivamente intolerantes referentes a identidade social de indivíduos em minoria, é necessário educar a população a respeito das consequências dessas ações. Assim, é indicado ao Ministério da Educação a promoção de campanhas públicas que dissipem, por meio de materiais impressos e/ou digitais, a importância do respeito à individualidade de identidades sociais e a existência das mesmas para a construção da sociedade. Desse modo, o pensamento sobre padrões de comportamento impostos podem ser repensados, ao passo que é publicamente valorizada a particularidade de cada indivíduo.