Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

No período do Coronelismo  no Brasil, apenas homens maiores de vinte e um anos, pertencentes à classe nobre, tinham liberdade para trabalhar, votar e serem alfabetizados. Portanto, as restrições diminuíram, mas a intolerância permanece. Contudo, devido ao grande avanço tecnológico, é perceptível a persistência da não aceitação e do ódio manifestado de uns para com a minoria.

Em primeira análise, a intolerância pode ser entendida e um comportamento, olhar ou decisão. Segundo Bauman, a sociedade atual se encontra na dita modernidade líquida, na qual, quando referida às relações pessoais, é comparada com o comércio: pessoas procuram e têm mercadorias quando e enquanto as servem. A rejeição, por sua vez, é uma forma de desqualificação do outro por suas diferenças físicas, psíquicas ou sensoriais. Contudo, as consequências são vistas no afastamento social e insegurança desse em atividades diárias.

Sob segunda óptica, o avanço tecnológico proporcionou a facilitação da comunicação mundial por meio das redes sociais, embora seja um meio amplo para a discriminação. Outrossim, o Brasil é o segundo país com o maior número de crimes cibernéticos. Assim, é perceptível visualizar a confusão dos usuários entre liberdade de expressão e discurso de ódio, a impressão da internet de ser um lugar longe de leis, quando, crimes contra honra são meios para processos e condenação.

Em síntese, os meios de intervenção devem ser rigorosos quanto aos criminosos e cuidadosos com aqueles que estão vulneráveis a serem vítimas de tal situação. O ministério de educação deve incentivar a publicidade do dia mundial da paz (21 de Setembro), e dar ênfase ao ensino ético em escolas, com o intuito de ressaltar a importância do respeito para todos desde o ensino infantil.