Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 17/06/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos,adotada pelas Nações Unidas em 1948,tem por finalidade assegurar o respeito à dignidade humana.Entretanto,no Brasil,tal garantia não tem sido aplicada a determinados grupos minoritários,ainda reféns da intolerância e do discurso de ódio.Nesse sentido,torna-se necessário analisar as principais causas e possível medida para esse impasse nos dias atuais.
Inicialmente,é importante destacar que a Constituição Federal,promulgada em 1988,prevê a todo cidadão o direito à vida,segurança e liberdade.Não obstante,a intolerância a certas religiosidades e a violência praticada contra homossexuais,evidenciam a inoperância dessa legislação.De acordo com o portal G1,em 2017,houve 445 casos de mortes de homossexuais no país.Esse índice,pode ser explicado pelo escritor Gilberto Dimenstein que,em sua obra “Cidadão de papel”,afirma que os brasileiros vivem em uma cidadania de papel,ou seja,não possuem seus direitos garantidos na prática,mas apenas na teoria.
Outrossim,vale salientar que o individualismo da população brasileira,representa também,uma grande contribuição para os casos de opressão e discursos de ódio contra segmentos minoritários.Pois,conforme afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman,o homem contemporâneo está cada mais individualista,ou seja,não se preocupa com os impactos que suas ações podem gerar na sociedade.Com efeito,quando deveriam receber apoio,respeito e reconhecimento,parte da comunidade brasileira segue submetida à violência e à marginalização.
Destarte,para minimizar esse impasse,cabe às instituições de ensino,com o apoio do Ministério da Educação,realizar palestras,direcionadas aos estudantes,sobre a importância do combate ao discurso opressor contra minorias sociais.A fim de promover,com tal iniciativa,o respeito e a aceitação da pluralidade de crenças e opções sexuais,por exemplo.