Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/06/2019
Nos últimos anos os poderes constituintes brasileiros se mostraram apoiadores da defesa dos direitos das minorias, pois como se sabe, além da vulnerabilidade de aceitação social ainda existe o discurso de ódio contra esses grupos. Diante disso, foram aprovadas diversas leis que minimizam essas mazelas, como exemplo, a lei 12764 que institui a proteção de portadores do autismo e ainda no inicio do segundo semestre de 2019 a decisão de tornar a homofobia e suas derivações como racismo comprovam as boas intenções do Poder Legislativo. Destarte, problemas como a não aceitação social e a violência verbal precisam ser erradicados, visto que são caracterizados como crime contra essas minorias e a constituição vigente.
Em primeiro lugar, nota-se a falta de consciência coletiva em aceitar o diferente na sociedade contemporânea, isso se deve ao preconceito enraizado culturalmente no povo brasileiro. Nessa esfera, proferiu o físico Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo de que um preconceito”, diante do exposto, é notório que se medidas não forem tomadas essa intempérie se caracterizara como um ato irreversível. Como se sabe, essas minorias realizam inúmeros movimentos em prol da conquista do respeito social, entretanto grande parte é marginalizado pela população, com isso, resta o poder governamental apoiar essa causa.
Ademais, observa-se que a não aceitação de negros, emigrantes, LGBT’s e deficientes se agrava no discurso de ódio. Segundo o filósofo Jean Paul Sartre, “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”, e é indubitável que o principal afetado é sempre a vítima.Dessa forma, dificultando ainda mais a vida dessas minorias que não possui o amparo suficiente para se defenderam das violências verbais que geralmente são depositadas em redes sociais e os agressores na maior parte das vezes ficam impunes.
Em decorrência disso, cabe ao Poder Executivo, juntamente como apoio da mídia a tarefa de reverter esse quadro. O Executivo, por sua vez, deve, aumentar a fiscalização e aplicação de penalidades para infratores contra as minorias através do uso do sistema público de segurança, ainda apoiar os movimentos sociais em prol de conscientizar a população a aceitar e respeitar o diferente. Além disso, cabe a mídia o papel de criar anúncios educativos e novelas com intuito de mostrar que o diferente merece ser respeitado, pois como dito pela escritora Helen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”.