Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/06/2019
Há quase dois séculos, o Brasil escravocrata possuía na intolerância racial difundida em sociedade um de seus mais importantes pilares. Atualmente, a forma como os homens interagem com seus pares permanece forjando cenários de instabilidade com diversas minorias, o que se deve a fatores como o desconhecimento e o método frágil de investigação dos agressores.
Quando Platão aponta o “Mito da Caverna” como resultado do medo perante o inexplorado, evidencia um processo comum a uma parcela considerável das pessoas que propagam o ódio gratuito. Diante do receio de familiarizar-se com determinado grupo, seus ideais e crenças, o indivíduo opta por emitir juízo de valor apenas pautado naquilo que lhe foi transmitido por terceiros, tornando-se, assim, um mero reprodutor de conteúdo discriminatório.
Concomitante, nos dias atuais, a internet se configura como um dos principais meios para divulgação desse tipo de material ofensivo. O elevado número de comentários pejorativos direcionados a grupos minoritários tende a dificultar o rastreio e identificação dos usuários responsáveis por essas ações.
Evidencia-se, portanto, que atitudes movidas pelo ódio e a intolerância têm sido um crescente na sociedade contemporânea. A fim de minimizar sua ocorrência, secretarias municipais e estaduais de combate à crimes cibernéticos devem aprimorar seus softwares para rastrear ofensas direcionadas a minorias por meio de parcerias com empresas privadas do ramo de tecnologia, comprovadamente especializadas nesse tipo serviço. Aumentam-se, assim, as chances de se alcançar uma cidadania legítima e cada vez mais plural.