Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

Em junho de dois mil e dezenove foi aprovada a lei que criminaliza a LGBTfobia em âmbito nacional, sendo essa equiparada ao crime de racismo. Entretanto, apenas a sanção jurídica dificilmente seria suficiente para por fim nas práticas discriminatórias, tal constatação pode ser feita através da observação de notícias veiculadas em diversas plataformas como jornais, TV, e até mesmo internet, sobre crimes de ódios contra minorias que já eram antes assistidas por leis. Sem um trabalho de conscientização torna-se menos significativo o efeito desses decretos.

A aversão em relação a certas parcelas da sociedade está enraizada na cultura brasileira com a manutenção, mesmo que inconsciente, de condutas preconceituosas em relação principalmente à mulheres, negros, indígenas e LGBTs. Esse comportamento, outras vezes, já vem mascarado de liberdade de expressão, dificultando o diálogo pois o ódio se protege no argumento de se estar apenas exercendo um direito, e a partir disso qualquer discordância facilmente torna-se brecha para a alegação de uma tentativa de censura.

A prática de tal discurso está ligada a falta de empatia e tolerância para com aqueles que são ou vivem de forma diferente. Como dito pelo filósofo Platão “O importante não é viver, mas viver bem” e, quando postas em prática, afirmações de caráter hostil causam danos severos naqueles que as sofrem. Não é a toa que, segundo o Ministério da Saúde, os maiores índices de suicídio no Brasil correspondem a indígenas.

Visando o fim do discurso de ódio, é de severa importância que as punições cabíveis sejam aplicadas aos que forem flagrados cometendo tais delitos, porém apenas castigar não resolveria. Por isso, se faz necessária a união entre o Estado, Ministério dos Direitos Humanos e as escolas para que seja realizado um constante trabalho de conscientização. Introduzindo para as crianças desde o ensino básico a existência, relevância e importância da diversidade para a sociedade.