Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/06/2019
No século XX, o movimento do pós-modernismo buscou proporcionar visibilidade as minorias esquecidas, por meio da arte. Entretanto, constata-se que na atualidade ocorre o contrário, em que há um aumento nos casos de discriminação e intolerância. Dessa forma, observa-se as redes sociais e as complexidades na legislação como agravantes a essa problemática.
O livro Raízes do Brasil, do historiador Sergio Buarque de Holanda, demostra o brasileiro como o homem cordial, ou seja, que possui muitas emoções e age, em sua maioria, por impulso. Sendo assim, esse fator, em conjunto com a ascensão das redes sociais, proporciona o anonimato e assim, o indivíduo se sente livre para executar discursos de ódio. Logo, isso proporciona um distanciamento do que é realizado pelos pós modernistas.
Além disso, há uma dificuldade na aplicação da legislação e a necessidade de punições mais severas. Isso ocorre mesmo com a proteção, da Constituição Brasileira de 1988, contra discriminação. Em vista disso, um exemplo é uma pesquisa realizada, pelo Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), que apontou em 70% das ações de racismo a vitória foi do réu. Assim, pode-se demostrar que muitos casos, contra minorias, saem impunes.
Torna-se evidente, portanto, que a questão da intolerância e dos discursos de ódio contra minorias, precisa ser revisada. Em virtude disso, o Governo Federal em parceria com as principais redes sociais, devem articular e veicular, nos meios midiáticos, campanhas que anunciem as punições previstas na lei, para informar e conscientizar seu público sobre esses atos. Ademais, o Poder Judiciário pode buscar maneiras de aumentar a eficácia na aplicação da lei e reforçá-la com maior punição e assim, os indivíduos temerão realizar esse tipo de crime. Dessa maneira, poderá haver a valorização presente nas obras do século XX.