Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

A declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos direitos e liberdades independente de seus aspectos individuais. Entretanto, a liberdade das minorias tem sido afeta no Brasil pela manifestação de discursos de ódio e atitudes intolerantes. Seja motivado pelo preconceito étnico carreado ao longo da construção social do país, ou pela permanência de valores patriarcais.

A formação social e cultural brasileira é fruto de intensos processos de miscigenação. A população negra, sofre com estigmas carreados desde o processo de abolição da escravatura sendo vitimas de preconceito e marginalização. A internet, como meio facilitador da  exposição de opiniões tem sido campo para disseminação dessas atitudes. Uma central da ONG Safernet, registrou cerca de 35 mil denúncias por preconceito racial em diferentes sites, evidenciando a dimensão do problema.

As diferenças de gênero são reforçadas pela permanência de valores patriarcais e de objetificação da mulher. O machismo é manifestado desde atitudes sutis às que revelam o ódio nutrido pela diferença de sexo que procuram diminuir as conquistas e importância social da figura feminina. Esse padrão é reforçado pela mídia, com a veiculação de propagandas, músicas e “piadas” que naturalizam a intolerância e legitimam os discursos ao expor ao vulgarizar o corpo feminino.

Logo, é notório a necessidade de medidas que visem diminuir as manifestações de intolerância e ódio na sociedade brasileira. O poder legislativo em associação ao judiciário, deverá propor leis e efetivar seu cumprimento, para que haja punição as atitudes de intolerância, além da regulamentação do ambiente virtual que vise coibir a disseminação dessas atitudes. A escola, o desenvolvimento de práticas educativas para proporcionar a formação de cidadãos que saibam respeitar as diferenças culturais, étnicas, religiosas e de gênero que são inerentes a sociedade.