Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

A intolerância pode ser caracterizada como a aversão no que tange às opiniões e crenças opostas do outro. No contexto social vigente, a falta de compreensão perante algo divergente do dominante é um fator intrínseco da sociedade brasileira, o qual acarreta em discursos de ódio. Dessa forma, isso se deve a fatores como negligência estatal e ausência da maior discussão acerca do respeito em instituições de ensino.

Em primeiro plano, tem-se  a notória escassez de investimentos estatais nas classes subjugadas do país. Pode-se citar, por exemplo, a falta de suporte necessário em situações de vulnerabilidade, como em casos de violências físicas e/ou verbais, até as falhas nas tentativas governamentais na maior inclusão desses grupos no meio social. Consequentemente, devido aos frequentes entraves, as minorias brasileiras sofrem um grave escanteio social, o que as afasta de conseguir uma sociedade mais harmônica.

Vale também ressaltar que as escolas e centros de ensino não discutem com veemência a questão da intolerância. A insuficiência de projetos sobre a temática é um traço que exemplifica a fragilidade do âmbito educacional na luta pelo respeito às minorias. Segundo o filósofo Immanuel Kant, " O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele “, logo, pode-se ratificar  a importância da educação em requisitos básicos para um indivíduo civilizado.

Torna-se evidente, portanto, os empecilhos presentes na busca das minorias por uma sociedade mais igualitária. A fim de auxiliar na inclusão dos grupos escanteados cabe ao Governo do Estado a elaboração de projetos de lei, os quais atendam às necessidades dos subjugados e que deem todo o apoio preciso. Além disso, às secretarias municipais e estaduais de educação devem intensificar campanhas que promovam o respeito à todas as classes brasileiras por meio da orientação de pessoas de cada grupo social, a fim de que haja desde a educação básica um engajamento populacional acerca do problema.