Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/06/2019
A intolerância e, consequentemente, o discurso de ódio são frutos de um desenvolvimento voltado a padronização de ideias e condutas, por meio dos mais fortes, ou seja, daqueles que possuem uma vantagem social. No ano de 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, houve um aculturamento sobre os indígenas, em que o subjugo do outro abriu caminho para uma discriminação brutal, em que, infelizmente, até hoje, reflete na sociedade como um todo.
Inicialmente, o texto se referiu a colonização como um exemplo de aculturamento, pois desde o começo carrega-se o fardo de um discurso, muitas vezes agressivo, sobre as minorias. Essa desvantagem social é, infelizmente, marcada pelo padrão que é seguido em cada sociedade, em que o que é diferente do que foi determinado, por alguns indivíduos ou grupos mais favorecidos, socialmente, politicamente e economicamente, é alvo da intolerância e do discurso de ódio. Os negros, ainda hoje, sofrem com a discriminação racial, os quais são reprimidos desde o tempo da escravidão, por serem considerados inferiores aos brancos. Desse modo, é explícito que a questão cultural marcou, de fato, a sociedade contemporânea.
Assim sendo, todo esse comportamento é refletido nas escolas, as quais, em sua grande maioria, não possuem um sistema educacional qualificado e preparado para abranger todos aspectos deficitários, de sociedades marcadas por grandes prejuízos ao longo de sua história. Entretanto, a educação é a base para reformular a cultura de intolerância (étnica, ideológica, sexual e regional) que se criou e ainda é criada. Desse modo, Nelson Mandela, o líder na luta contra o regime do apartheid, ao afirmar que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, corrobora com a ideia de que qualquer tipo de intolerância e de discurso de ódio, só não serão mais autênticos quando a educação for aprimorada.
Contudo, a mudança só será validada quando as instituições políticas, realmente, tomarem partido da questão educacional. Por isso, cabe a esfera estadual e municipal reformularem a grande curricular, desde o ensino fundamental ao ensino médio, junto com o apoio financeiro do executivo, para implementarem aulas mais dinâmicas de sociologia, filosofia e história. A fim de que se haja discussões de questões de cunho político, social e histórico, em que a realidade seja trabalhada, de forma a desenvolver cidadãos capazes de pensar e questionar, assim como seres humanos mais conscientes de seus atos e de sua própria história. Para que assim, as crianças de hoje sejam a base de uma sociedade que respeite, verdadeiramente, os direitos humanos de todos os indivíduos, os quais possam ter como valores, o respeito e a tolerância.