Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 21/06/2019

Conforme o tempo avança e a sociedade da mesma forma, muitas pessoas têm o pensamento errôneo de que a luta das minorias (negros, mulheres, LGBTQ+, etc.) para equidade não é relevante, pois, para grande parte, todos são iguais e possuem os mesmos direitos. Contudo, é perceptível o reflexo que há do passado de intolerância nos dias hoje, como por exemplo o Ku Klux Klan, que eram três movimentos que tinham como objetivo defender correntes extremistas, um deles sendo o da supremacia branca, que é ocorrido no Brasil através da prática do racismo. A falta de aceitação das pessoas uma para com as outras reflete na falta de inclusão das minorias na sociedade e em dados estrondosos de assassinatos de muitas das mesmas.

Apesar da luta que os grupos de menor inclusão socialmente realizam ao longo da era para adquirir seus direitos, eles ainda são escassos e há muito o ser feito para que haja a igualdade dos mesmos. O site Estadão apresentou uma pesquisa onde 117 empresas foram consultadas e somente 14 disseram ter traçado objetivo de promover oportunidades iguais para brancos e negros e apenas uma tinha o objetivo de aumentar a participação dos mesmo nas posições de direção e gerência, o que demonstra claramente o quanto ainda a discriminação racial é presente no país. A empáfia de parte da população para com os travestis e transexuais faz com que os mesmos percam oportunidades de empregos por serem quem são e escolham a prostituição como forma de sobrevivência, segundo o DPE.TO, que diz que 90% desse grupo escolheram tal serviço por esse motivo.

Um dos direitos fundamentais do ser humano é da vida, o que é aparentemente óbvio, contudo, para as minorias, o direito de existir é uma luta constante: o Brasil é o país que mata LGBTQ+ no mundo. Segundo o Catraca Livre, 1 é morto a cada 19 horas. Entretanto, o ataque não é só somente físico, mas outrossim verbal. Discursos de ódio diariamente são destilados a não somente tal grupo, mas como a todos os outros excluídos. A ONU apresenta que a taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior do mundo, e, além disso, palavras maldosas são destiladas virtualmente e/ou pessoalmente a elas, com destaque para as mulheres negras, que são os principais alvos desses comentários.

Rousseau afirma que “o homem é bom por natureza, mas o processo civilizador o corrompe”. Sendo assim, é necessário que os pais eduquem seus filhos para respeitar todas as pessoas, independente das diferenças. As autoridades do país devem manter-se neutras publicamente em relação às opiniões sobre as minorias, pois podem influenciar negativamente seus admiradores. As leis que punem a intolerância e discursos de ódio devem ser efetivadas com mais rigor, cumprindo-as de fato e até mesmo aumentando-as, com o objetivo de diminuir os índices de atrocidades aos grupos excluídos.