Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada em 1948, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, além de terem o dever de agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. No entanto, uma parcela da população brasileira não está usufruindo desse direito na prática uma vez que a intolerância e o discurso de ódio contra determinados grupos sociais é algo recorrente na sociedade, os quais interferem e comprometem na qualidade de vida de muitos cidadãos. Diante dessa questão, é importante analisar os fatores que contribuem com a problemática.

Em primeira análise, é importante destacar que a intolerância contra grupos minoritários não é uma realidade recente. Durante o período colonial, por exemplo, a população negra já era alvo de muitos ataques, violências e perseguições por grupos dominantes da época. Atualmente, discursos de ódio e intolerância ainda persistem em nossa sociedade, o fato de ser ou pensar diferente do outro já é motivo para raiva e agressões tanto verbais como corporais, e isso, consequentemente, acarreta no comprometimento da qualidade de vida e do bem-estar da sociedade, além de interferir no desenvolvimento do país.

Outrossim, segundo o filósofo Sêneca, a educação exige maiores cuidados, pois influi sobre a vida toda. No entanto, o Governo não proporciona para os cidadãos um sistema educandário de qualidade e, com isso, as pessoas não conseguem desenvolver capacidades e habilidades fundamentais para o aprimoramento do senso crítico. Nesse contexto, a criticidade é uma necessidade social capaz de possibilitar às pessoas uma forma de posicionar-se de maneira responsável e construtiva em diferentes situações, além de promover de maneira adequada o exercício da cidadania, sem ferir a dignidade e os direitos do outro. Dessa maneira, é importante a formação de indivíduos críticos para um melhor equilíbrio social.

Portanto, é necessário que medidas sejam realizadas com o objetivo de atenuar a problemática. As Secretarias de Educação, em parceria com as escolas, devem criar projetos de extensão, como por exemplo, a criação de revistas e jornais mensais desenvolvidos por diversos grupos de alunos, sob a coordenação de professores capacitados. Esses materiais devem ser formulados através de discussões e diálogos que abordem diversos assuntos do cotidiano, com a finalidade de aprender a discutir diferentes temáticas de modo saudável, com tolerância e respeito, além de proporcionar o desenvolvimento do senso crítico entre os jovens. Dessa forma, a sociedade poderá se adequar de forma satisfatória aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.