Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

Durante o percurso da história do Brasil, composições econômicas e políticas acabaram enveredando ao campo social uma segregação de grupos específicos, até então, mal encaminhados ao conceito de cidadania. Essa característica histórica, difundida ao decorrer do tempo, deram origem a uma série de grupos sociais sufocados pela marginalização crônica. Atualmente acabam sofrendo com a disparidade de direitos, muitos desses casuais à comodidade cívica. Menosprezo, preconceito, estratificação social. Pontos que divergem e compõem muitas minorias no Brasil.

Inicialmente essa adversidade é oriunda de pontos específicos. No aspecto social, o desencontro entre opiniões originadas por tipos de vidas diferentes proporciona uma espécie de “atrito social”, essa situação decorre do gosto particular, na crença de cada indivíduo e até no estilo de vida. Surgem, assim, pontos de tensão no qual uma pessoa específica sente-se superior à outra simplesmente pelo fato de não haver condescendência às características sociais de outra pessoa ou grupo. Quando esse aspecto se alonga e gera um aglomerado de gente direcionando superioridade à grupos específicos, surgem as minorias, ocasionalmente essa pressão social diverge direitos sociais, diminuindo o exercício da cidadania do grupo mais fraco.

Além disso, surgem novos problemas: a consequência do menor amparo legal atribui aos grupos sociais um constante estado de desagregação institucional, as leis acabam beneficiando grupos seletivos. Os grupos mais fracos entram em decaimento, enfrentam o preconceito, a profundidade e a interferência desses problemas afeta a vida e a cidadania dessas pessoas. Parafraseando o professor acadêmico Carlos Roberto Sabbi, “não existe sucesso ou felicidade sem o exercício pleno da cidadania”.

Portanto, entende-se restaurar o equilíbrio social martelando a dinâmica cidadã. Para tanto, é necessário que o Congresso Federal desenvolva um plano nacional com o objetivo de catalogar e estudar cada uma dessas minorias, especificando cada problema e direito suprimido socialmente. Ao longo do ano serão realizados seções extraordinárias entre os deputados e os representantes destes grupos, discutindo projetos de leis que visem combater possíveis fragilidades no âmbito social dessas pessoas e dos grupos sociais. Ademais, esses projetos serão levados às escolas e universidades do país, será realizado debates entre alunos e professores sobre possíveis defeitos ou fragilidades do programa, podendo ser posteriormente corrigidos pelos senadores e deputados se necessário.