Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 16/06/2019
A Colonização do Brasil, no século XVI, recrutou mão de obra imigrante para a substituição da indígena, o que resultou em misturas de raças e riqueza cultural. Entretanto, apesar da diversidade característica da sociedade brasileira, as minorias são alvos de preconceitos velados pela intolerância e discurso de ódio. Com isso, torna-se necessário ações que validem a liberdade do cidadão.
Mormente, a visão arcaica e rígida da população retarda o processo de inovação proposto pelas novas relações sociais. De acordo com o cientista contemporâneo, Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Nesse sentido, grupos como, LGBTs, mulheres e negros, apesar de não serem a menor parcela da população, são muitas vezes, colocados como submissos ao sistema, o que os leva a marginalização e dificuldades de estabelecerem-se na comunidade. Dessa forma, mobilizações por tais seguimentos na internet, por meio das redes sociais podem ajudar a inserir e conquistar adeptos à tolerância.
Ademais, a pouca disseminação e eficiência da Constituição dificulta os avanços e a quebra de estereótipos patriarcais. Segundo a Carta Magna de 1988, em seu artigo 5º, todos são iguais perante a lei, contudo, tal preceito não é empregado de forma integral , seja devido a negligência estatal, seja pela falta de conhecimento da população. Desse modo, é imprescindível que campanhas divulguem normas contra à intolerância por meio de mídias televisivas, com o fito de divulgar as legislações que combatem essa problemática e promover a uma diversidade inclusiva.
Dessarte, com vista à dissolução da mentalidade colonial e o emprego da integração ao diferente, é mister superar os desafios propostos. Dessa forma, torna-se imperativo a ação do Poder Federal no aumento de tempo de detenção para os infratores de tais crimes e a atuação das escolas na implementação de espaços para debates relacionados ao tema. Pois, de acordo com o filósofo prussiano, Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele.