Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 16/06/2019

Historicamente os seres humanos tem dificuldade de lidar com o diferente, o que explica porque de no período Greco-Romano, por exemplo, ter sido marcado por tantas guerras; assim, tudo aquilo que fuja do que fora lhe passado como ideal soa como inapropriado. Em vista disso, acaba por fazer uso de atitudes repulsivas, manifestadas na forma de medo e na formação de esteriótipos.

Esse temor com a variabilidade - de gênero, de etnia e com o imigrante, por exemplo - presente nos dias de hoje se deve a desestruturação que os novos grupos sociais fazem naquilo que a história levou anos para construir. Culturalmente há, principalmente nos mais velhos, uma conformação lógica e bem definida do comportamento da população e suas funções, assim, quando alguém se dissocia desse ideal acaba por gerar conflitos, os quais, visam pré-determinar como agir; sem sucesso, resulta em crimes como homofobia e xenofobia, vislumbrando um ordenamento social.

Tal comportamento é explicado pelo filósofo Rousseau, o qual estrutura sua tese com base de que o homem nasce puro, sem preconceitos, mas o meio acaba por influencia-lo. Logo, pode-se afirmar que o indivíduo não nasce com essa visão, não é algo intrínseco a ele, mas sim uma construção ideológica que o ambiente criou, construindo na pessoa tal interpretação do mundo e refletindo no seu dia-a-dia como natural.

As minorias são, portanto, grupos que constantemente tem que demonstrar sua capacidade e se impor na sociedade visando adquirir seu espaço, já que há ainda muita intolerância. Na expectativa de melhorar as condições das minorias, estados, com auxílio do governo federal, devem por meio de leis - contra a xenofobia no norte do país, por exemplo - que tratem de maneira mais rígida ações geradas pelo ódio. Dessa forma, irá tratar os crimes mais presentes em cada região de maneira direcionada, obtendo assim, grande redução de casos contra o diferente.