Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) se apresenta como um significativo avanço no tocante aos direitos de minorias sociais, como negros, mulheres, homossexuais etc. Entretanto, na prática, é possível observar uma crescente ideologia que despreza o documento e fomenta a persistência da violência direcionada às parcelas ainda desfavorecidas na sociedade contemporânea.

Os líderes desse movimento difundem a concepção de que os valores humanitários atrasam o progresso econômico dos países previsto no sistema capitalista. Para tal, corroborando com a concepção de Joseph Goebbels, responsável pela propaganda do partido nazista, de que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade, notícias falsas que promovem a indignação e o ódio são atribuídas à essa fatia da população.

Outro aspecto inerente a essa corrente ideológica é a supervalorização da meritocracia, um conceito injusto diante da profunda disparidade de condições de vida em que se encontram as minorias. Consequentemente, o individualismo proposto por essa ideia culmina no afrouxamento entre as relações interpessoais, o que prejudica a coesão social necessária para superar essa realidade.

Frente à esses problemas, fica claro que a existência de leis que visam a proteção dos grupos minoritários não é suficiente. É imprescindível que o aparato Estatal efetive a aplicação destas, atuando com maior rigor nas investigações e punições. Ademais, aliado à instituições midiáticas veicular materiais ratificando a importância de documentos que asseguram a igualdade social, a fim de promover a almejada coexistência pacífica.

Visto que já existem leis que visam a proteção dessa fatia da população é imprescindível que o aparato Estatal efetive a aplicação destas, atuando com maior rigor nos casos em que há discriminação, além da veiculação de material que ratifique a importância de documentos que asseguram a igualdade social nas escolas e canais midiáticos, a fim de promover uma coexistência pacífica.