Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

Na sua alegoria da caverna,o filósofo Platão estabelece por meio de uma metáfora a ideia de que os homens encontram-se acorrentados na escuridão.Atualmente,o discurso de ódio contra as minorias cria um cenário como o ilustrado pelo pensador devido a fatores como o preconceito histórico e a inércia governamental frente à questão.

É importante destacar,antes de tudo,que o Brasil ainda está atado às amarras do preconceito sobre as quais foi edificado.Desde à chegada dos europeus,perece haver um determinismo biológico concebendo a existência de um grupo subjugado.Nesse viés,os negros,vítimas de escravidão,e as mulheres,consideradas inferiores ao homem ao longo da história,por exemplo,são alguns dos grupos mais prejudicados.Assim,por causa das raízes históricas,o preconceito contra as minorias persiste.

Em segunda análise,é perceptível que,embora as autoridades brasileiras já tenham criado medidas que protegem as minorias,como a Lei Maria da Penha,vários estratos sociais continuam vulneráveis.Segundo o sociólogo Émile Durkheim,a sociedade é composta por partes que interagem entre si,podendo ser compara,dessarte,a um “corpo biológico”.No Brasil,contudo, essa lógica é quebrada quando,por falta de punições severas e combate adequado,os propagadores do discurso de ódio permanecem livres, voltando,não raro,a repetir o crime.

É perceptível,portanto,que a problemática persiste devido as condições históricas e o comportamento atual das autoridades na sociedade.Para minimizar a situação é necessário que o Ministério da Justiça,em parceria com as mídias de comunicação em massa e com ONG’s com experiência na área,realize campanhas de orientação em relação à postura do cidadão diante das minorias,com intuito de erradicar certos paradigmas e criar um sociedade mais justa.Além disso,o Poder Legislativo deve criar leis severas para punir a intolerância contra esses grupos,de forma a excluir da sociedade por um tempo adequado esse tipo de meliante.Dessarte,será possível quebrar as correntes platonianas.