Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 17/06/2019
O processo de enraização da intolerância, racismo e preconceito nas sociedades
No decorrer da história das sociedades, surgiram em várias partes do mundo e em vários contextos histórico-econômico-social grupos, que se distinguiam por apresentar alguma característica não generalizada, seja biológica, cultural ou social, que receberam tratamento desigual por outro grupo predominante em determinada sociedade. Esses comportamentos sempre surgem da frequente ideia de superioridade dos indivíduos preconceituosos em relação aos outros esteriótipos, podendo ser reafirmado pela economia e ideologia, refletindo na estrutura social e política de determinada época.
A ideia de hegemonia de um povo sobre outro, levando à dominação e exploração de etnias para fins econômicos ocorreu no século XIX, onde povos africanos passaram a ser tratados de forma desumana, se forem comparados aos escravos de guerra ou de dívida em séculos anteriores. Para estes povos havia um ideologia que afirmava que tais indivíduos eram associados a demônios e desprovidos de inteligência ou dignidade. Outro aspecto importante dos discursos de ódio é sua hereditariedade, são conhecimentos que eram passados através das gerações, a fim de perpetuarem o sucesso da ideia, e manter o patrimônio que os escravos consistiam, pois eram coisas, bens pelos quais se haviam pagado.
Ainda sobre a ideia de superioridade, outros exemplos na história trazem a intolerância a pessoas apenas pelo fato de serem diferentes biológica, ou cultural, ou ideologicamente. A perseguição dos nazistas aos judeus durante a II guerra mundial, buscando ratificar a soberania da raça ariana, é um exemplo que intolerância, sem motivos econômicos óbvios, sem justificativa social ou em qualquer outro aspecto racional da sociedade. Tratava-se de ódio justificado pelo ódio, e ainda assim foi amplamente difundido, evidenciando que uma vez pensada, uma ideia preconceituosa e racista pode ser absorvida e perpetuada através das sociedades de forma quase que natural. Esses fatos ilustram um fenômeno atual que pode estar ocorrendo de forma mais branda, não como uma grande guerra, mas ainda sim como um pensamento que ainda geram vítimas, como mulheres vítimas de feminicídios, ou homossexuais que também são assassinados ou espancados todos os dias em várias partes do planeta.
Diante de toda trajetória histórica de intolerância, preconceito e racismo sofridos por minorias, cabe não só aos grupos atingidos a luta por tratamentos igualitários, como também a todos os protagonistas políticos serem livres de ideias discriminatórias e sensíveis à problemática, buscando cada vez mais a equidade e cidadania de todos, por meios legislatórios mundiais e nacionais.