Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 17/06/2019
Desde o fenômeno da revolução francesa entende-se que a força resultante da mudança advém da capacidade de um se mobilizar com o problema do outro. No entanto, quando observamos o problema da intolerância e discurso de ódio contra minorias, verifica-se que essa força é constatada na teoria e não desejavelmente na prática seja pela inércia do Estado diante do quadro, seja pela forma como a sociedade transmite o conhecimento. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tais atitudes para a sociedade.
Em primeira análise é importante destacar o papel do Estado. John Locke em sua teoria do contrato social, nos diz que o homem deve abicar de sua liberdade em prol do Estado e esse em troca lhe garantia suas necessidade básicas, entretanto, a realidade tem nos mostrado o contrário: insegurança e medo são sentimentos recorrentes para a população. Em análise a isso, fica evidente que o governa falha no tocante a proteção, principalmente quando falamos em minorias que são perseguidas simplesmente por serem diferentes e aquele que devia garantir-lhes segurança e proteção não está presente. Como consequência, vemos o aumento diário de casos de intolerância e perseguição.
Ademais, é importante analisar o papel da sociedade nessa problemática. Immanuel Kant em uma breve analise teceu o argumento de que o ser humano é produto de sua educação e, portanto, o que lhe é passado em sua juventude tende a se repetir na vida adulta. Diante disso, é prudente analisar que a educação de nossas crianças tem um papel significativo para criação de cidadãos ruins que irão perpetuar o ódio e intolerância, nesse ponto vemos que a sociedade falha em não agir conforme indica a teoria do corpo biológico de Émile Durkheim, pois esse nos diz que a sociedade deve agir de forma coesa e unida, assim como um organismo vivo. Diante o exposto fica evidente que a sociedade está criando e perpetuando um pensamento preconceituoso e retrógrado para nossas crianças que acabam por praticar ódio, bullying e perseguição as minorias.
Fica evidente, portanto, que o problema da intolerância e discurso de ódio contra minorias é um problema conjuntural. O governo federal em ação conjunta com o Ministério da Justiça e Planejamento deve criar uma comissão com objetivo de analisar, observar e proteger as principais minorias que sofrem maior perseguição e com o tempo ampliar proteção a demais minorias afim de garantir-lhes seus direitos inerentes conforme preconizou Locke em sua teoria. A sociedade com seu papel fiscalizatório deve propor mudanças na forma como a educação da juventude vem sendo conduzida, pois é na juventude que cresce o pensamento que guiará o adulto. Talvez se seguirmos tais preceitos poderemos alcançar uma sociedade mais justa e igualitária.