Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

Políticas públicas como forma de mitigar o ódio contra as minorias

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas - prevê que todo ser humano tem o direito de ter uma vida de qualidade. Entretanto, a falta de respeito para com as minorias, em especial os gays e os índios, torna a realidade discrepante da teoria. Dessa forma. o Estado e as autoridades competentes devem lançar políticas e públicas que combatam tal problema.

Em primeiro plano, é importante mencionar que no Brasil, segundo o relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais, mais de 50% dos gays dizem ter sofrido alguma violência desde as eleições. Diante de um número tão expressivo, é inquestionável o fato de que tal minoria carece de isonomia para viver, fazer suas escolhas e usufruir de sua liberdade.

Além disso, os indígenas também sofrem enormemente com a intolerância e o desrespeito por parte de muitos, transcendendo, infelizmente, o ato criminoso que tirou a vida do índio Galdino, morto por jovens que atearam fogo em seu corpo, pois segundo o “Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil”, houve aumento em 14 dos 19 tipos de violência sistematizados, por isso uma intervenção eficaz é tão necessária.

Urge, portanto, que uma vida digna seja assegurada às minorias. Para tanto, é importante que o Estado, por meio do Ministério da Educação torne mais rígidas as penas para os que cometerem delitos contra as minorias, aumentando o tempo de prisão e tornando o ato criminoso inafiançável. Somado a isso, o Ministério da Educação deve promover palestras com pedagogos nas escolas, voltadas aos alunos e pais, a fim de que nos lares seja difundido o respeito e tolerância para com todos e, de tal maneira, tais crimes sejam minimizados. Posto isso, sem dúvidas, o Brasil será um país uno, em que minorias e a maioria viverão em sintonia e paz.