Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 17/06/2019

Comumente a sociedade brasileira presencia situações de ataque ideológico ou até mesmo físico a grupos cuja formação é historicamente minoritária. A exemplificação da marginalização e da segregação é visível nos altos índices de casos de intolerância praticados no Brasil, que exacerba o fator preconceito como uma das principais chagas sociais do país.

Mormente, a historicidade brasileira forma-se por intensos episódios de lutas de classes, conjecturada, principalmente, a partir da colonização e, por conseguinte em revoluções e manifestações populares. Percebe-se que o Brasil enfrenta, desde sua formação incipiente, a luta de classes a que Marx subitamente se refere como a história da sociedade. Outrossim, as ocorrências dos casos de intolerância fazem-se presentes em diversos campos sociais, que podem perfazer cenários de intolerância religiosa, racial, sexual, de modo a afetar a vida dos indivíduos que sofrem com as agressões.

De certo esses grupos a quem os discursos de ódio são dirigidos tendem a sofrer consecutivos danos sociais, moldando o futuro da população brasileira. Concernente a essa realidade enfrentada pelo Brasil, é inegável a carga de responsabilidade da segregação racial sofrida no território nacional, até meados do século XIX. Sabe-se, porém que os problemas agravaram-se com a modernidade e apresentam um ponto de dissociação da democracia.

Destarte, as medidas precisam ser tomadas primeiramente pelo governo, a fim de amenizar os casos. por meio de leis que penalizem os atos, além de campanhas nas escolas, que sintetizem a importância da informação sobre a diversidade brasileira. Os órgãos de Segurança Pública, como o Ministério Público devem intensificar as investigações para as denúncias que envolvam este tipo de motivação para atos ilícitos, que ferem o artigo 7º da Declaração dos Diretos Humanos.