Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 20/06/2019
Ao longo da história há muitos relatos de intolerância, como por exemplo o Nazismo de Adolf Hitler, que causou a morte de milhares de pessoas incluindo negros, judeus, gays, dentre outros grupos minoritários. Em contrapartida, a intolerância não teve fim, e pelo contrário, ela tem sido cada vez mais recorrente no dia a dia das pessoas devido às rede sociais, podendo muitas vezes ser mascarada. Além disso, a falta de eficácia para punir os discursos de ódio contribuem para que eles se repitam.
Nas redes sociais, é muito comum a presença de comentários racistas, homofóbicos, machistas, transfóbicos, entre outros. De acordo com dados da Safernet, durante a última década, há cerca de mil denúncias de violação dos direitos humanos em um dia. Dentre elas, 63% são relacionadas a expressões de ódio, das quais 28% referem-se a racismo, seguidos de intolerância religiosa, neonazismo, xenofobia e homofobia. Este fato ocorre devido a sensação de anonimato proveniente dos perfis “fakes”, que encorajam as pessoas a cometer esses atos, e também refletem as desigualdades presentes na sociedade, porém, o respeito não deveria ser um privilégio e sim um direito concedido à todos.
Apesar de existirem a leis como a Lei Antirracismo e a Lei Maria da Penha, nem sempre apenas a prisão e a multa severas são o melhor caminho para combater esses crimes, pois mesmo que o agressor seja punido, ele poderá permanecer com o mesmo hábito e dessa forma, voltar a praticá-lo.
Para solucionar as questões levantadas anteriormente, é necessário que o Ministério da Educação invista em palestras informativas em escolas públicas para discutir sobre diversidade de racial, de gênero e de ideologias, e também, a linha tênue entre a opinião e o discurso de ódio. Em relação a punição, os acusados devem participar de palestras obrigatórias proporcionadas pelo Governo com objetivo de conscientizá-los sobre o assunto e debatê-lo.