Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 20/06/2019

Respeito: um direito de todos

Como citado por Sigmund Freud, em O mal-estar na cultura: “Os juízos de valor dos homens se derivam sem exceção de seus desejos de felicidade, e que são, assim, uma tentativa de apoiar suas ilusões com argumentos.” Nesta, está uma explicação psicológica, acerca das visões humanas, perante o outro e a tendência à limitação de seus horizontes, com base em suas ideologias. Contudo, á imposição do ideal de humanidade, à custa dos estereótipos, resulta num cenário social desigual. Dessa forma, a intolerância e o discurso de ódio, contra aqueles considerados incomuns, tornam-se impasses, prejudiciais à sociedade comum.

Como exemplifica Freud, o apoio às ilusões, com argumentos dogmáticos, ajusta-se a concepção de grande parte dos brasileiros, visto como, o preconceito e o discurso de ódio se fazem presentes na sociedade atual. Em vista disso, o aumento nos índices de violência, tornam-se cada vez mais altos e a sociedade, cada vez mais intolerante.

Embora, o Brasil seja um país democrático, com promoção á liberdade dos cidadãos, á marginalização e exclusão de muitos indivíduos, está vinculada a atualidade. Conforme, a pesquisa da ONG Rede Nossa São Paulo, realizada em 2019, na qual, 4 em cada 10 paulistanos, sofreram preconceito ou presenciaram discriminação. Logo, a perpetuação desse problema, leva a um grave problema, uma estrutura social hostil.

Em consequência disso, a população intitulada “minoria’’ está cada vez mais vulnerável, seja nas ruas, nas praças, nos trens e nos ônibus, porque esses lugares propiciam encontros entre as diferenças. Bem como, desvalorização ao respeito, o Brasil, com preconceito, antes velado, agora escancarado em tempos conflagrados, expõe uma herança cultural problemática, de maneira que a humanidade básica é dificilmente reconhecida.

Portanto, a questão do discurso de ódio e a intolerância, deve ser enfatizada, é necessário uma reforma que contemple igualitariamente, todos os indivíduos e a desconstrução de fatores culturais, que impedem o processo voltado a aumentar a desigualdade, além do dialogo, com as massas que ignoram a individualidade do outro, afim de, nos reumanizar como um povo, iguais em direitos e deveres.