Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 21/06/2019
De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, todos devem ser tratados igualmente perante a lei. No entanto, no atual contexto de crise política, migratória e econômica, a intolerância e o discurso de ódio ganharam maior visibilidade e resistência sob os pilares históricos, de uma maneira geral, sobre as minorias. Dessa forma, há a perpetuação da hostilidade, individualidade e desrespeito. Logo, é de extrema importância discutirmos tal constante, para criarmos um mundo mais respeitoso com as diferenças a partir da educação.
É preciso pontuar de início, que a intolerância e o discurso de ódio precisam ser ensinados. Segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Desse modo, a antipatia com as diferenças humanas, como no caso das minorias – grupos em situação de desvantagem social de alguma forma: negros, mulheres, LGBTQIA+… – é consequência de um processo histórico de desigualdade e dominação de grupos sobre outros. Logo, através da educação e da moral, chegaremos à uma sociedade mais íntegra de respeito.
Analogamente, esse conjunto de desrespeito e discurso de ódio já foi observado em diversas partes da história. Como por exemplo, no Holocausto, em que judeus, homossexuais, ciganos, deficientes e outros, foram presos e mortos pelos antissemitas. Nesse sentido, apesar da crise atual criar essa sensação que a busca pelo extremismo é a única opção para o controle, a individualidade, o desrespeito e a intolerância, sobrevivem.
Em suma, a intolerância e o discurso de ódio contra minorias já existe em diversas faces dentro da história da humanidade. Desse modo, com a maior visibilidade e repercussão que a internet possibilita, é importante ter consciência desse processo, e por meio da educação buscar o conhecimento necessário para que essa constante não se perpetue às próximas gerações. Para que isso ocorra, é dever do Estado entregar uma educação de qualidade à toda a sociedade, por meio de reformas que a melhorem de fato. Juntamente à ele, o Governo estimular a aceitação de diferenças, por meio de projetos inclusivos atuantes em toda a sociedade, de maneira gratuita, sem contar a aprovação dos direitos iguais às minorias por leis.