Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 22/06/2019
Atualmente a sociedade sofre com uma problemática social. A intolerância ao diferente, que resulta em falta de respeito e discurso de ódio. O discurso de ódio nasce quando a descriminalização torna-se algo externo, ou seja, quando é comunicado a outras se torna concreto. Atitude que inferioriza o indivíduo ou grupo por suas características. As consequências são arrasadoras, causam nas pessoas que sofrem o ataque, insegurança e impede com que ela participe das atividades da sociedade comum. Na grande maioria dos casos, os ataques são direcionados à minorias, que são aqueles que não se encaixam no grupo majoritário por pensar diferente
Habitualmente, o discurso de ódio é comparado à liberdade de expressão, especialmente em virtude de uma sociedade que passou por uma ditadura, na qual o governo impôs seus pensamentos acerca da repreensão da minoria (os que eram contra o governo), e por algum eventual motivo possa confundir esse crime com liberdade de expressão. Além disso, isso é comumente observado nas redes sociais. As pessoas se sentem com autonomia em suas vidas “off-line” e na vida “online” a sensação é maximizada. A intolerância ao diferente, falta de respeito está ligado ao individualismo que gera falta de empatia. Contudo como diz o filósofo Bauman em sua teoria, “Nós somos responsáveis pelo outro estando atentos a isso ou não”. Ou seja, independente do indivíduo tomar consciência de que é responsável pelo o que diz às outras pessoas, ele já é.
Um dos aspectos que contribui para o discurso de ódio é o fato dele ser incentivado e não repreendido desde a infância pelos pais e educadores. A escola é um dos lugares mais propícios, é comum que permitam que as crianças se tratem como desejam ou que ignorem as más atitudes, geralmente o bullying com o diferente é ignorado. Além disso, os responsáveis muitas vezes apoiam ou incentivam esta problemática, podendo doutrinar a criança acerca de escolhas pessoais, como opção sexual. Entretanto, é importante ressaltar que, até os 12 anos o cérebro humano passa pelas maiores transformações, pois é nessa fase que a criança acumula uma série de valores e princípios que lhe é passado.
Contudo, é importante que haja campanhas governamentais por meios de propagandas nas televisões o alerta de medidas para a pessoas tomarem o conhecimento dos limites dentro das redes sociais. Também que pais e educadores ensinem seus filhos desde a infância sobre bons princípios e valores, tolerância ao diferente e que o respeito é sempre a melhor opção. Essas medidas terem como consequência uma sociedade melhor e mais tolerante, na qual cada um pode ser o que quiser sem que haja ódio, ofensas, preconceitos, injúrias ou bullying.