Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 22/06/2019

A intolerância e os discursos de ódio proferidos contra as minorias sociais sempre foi um problema no Brasil, porém nos últimos anos o número de casos teve gradual aumento. As minorias não são necessariamente a menor quantidade populacional, mas sim a parte populacional que sofre com alguma desvantagem social. No Brasil, são considerados minorias a população LGBTPQIA+, a população negra, as mulheres, deficientes (sejam mentais, visuais, auditivos, físicos ou múltiplos) e a população indígena. Além das desvantagens sociais, essas minorias sofrem com a marginalização social e discriminação.

Mesmo após um dia da abolição da escravidão o processo de marginalização, como dizia a manchete do jornal Diário do Maranhão: “Centenas de indivíduos sem ofício, e que terão horror ao trabalho, entregando-se por isso a toda sorte de vícios […]”. Desde o dia 14 de maio de 1888 os negros foram marcados, e sobre eles construída uma visão pejorativa e depreciativa, como “vagabundos” que precisavam viver as margens da sociedade, sem educação nem privilégios. Os resquícios deste racismo velado sobre declarações com “teor pessoal”, como a declaração do, na época deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da república, de que seus “filhos não correm o risco de namorar uma mulher negra ou virar gay porque foram muito bem educados”.

Os índios são a primeira população brasileira, descritos nos textos portugueses de 1500, dominavam todo o território brasileiro. Até a chegada do homem branco, a população indígena era de 3.000.000, divididos em 1.000 povos diferentes. Atualmente são certa de 800.000 indígenas divididos em 250 povos. Os índios foram escravizados e sujeitados a aprendizados sobre cristianismo e cultura branca européia, sendo parcialmente removido deles a sua cultura e costumes, suas terras são explicitamente ignorados por fazendeiros, seus líderes pouco têm fala dentro do Senado e ministérios.

Campanhas de conscientização sobre racismo, políticas de igualdade racial, como o Estatuto da Igualdade Racial, que luta contra todas as formas de racismo são formas viáveis para combater esse mal que existe no Brasil desde a escravatura. A Funai deve ter mais poder de fala e agir contra a discriminação com indígenas, visando manter a cultura, línguas, costumes e até mesmo a própria população indígena viva nesse Brasil de intolerância e discursos de ódio.