Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/06/2019

Desde a colonização brasileira, o país abrange uma grande diversidade cultural, étnica e racial, devido a vinda de pessoas de vários países, além dos índios que já habitavam essas terras. Ao decorrer dos séculos, essa pluralidade aumentou ainda mais, porém, os pensamentos individualistas cresceram, tornando a intolerância um problema social frequente.

Em primeiro plano, faz-se importante destacar a violência moral e psicológica contra minorias como um dos principais paradigmas nesse contexto. Isso decorre do pensamento ultrapassado de superioridade, fazendo com que indivíduos sintam-se no direito de atacar outros. Tais ataques se fazem ainda mais artroses nas redes sociais, onde discursos de ódio se propagam de maneira fácil e rápida. Como efeito, a rede de caráter popular, torna-se um espaço de conflitos. Segundo o jornal “O Globo”, os principais insultos são por homofobia, racismo, intolerância religiosa e contra mulheres. Por consequência, as vítimas, principalmente crianças, podem sofrer danos como baixa autoestima, depressão e ansiedade.

Por conseguinte, muitas vezes, essa intolerância ultrapassa a vertente verbal, partindo para a agressão física. Um exemplo catastrófico é a Alemanha Nazista, no qual o ideal hitlerista pregava que havia uma raça pura, causando a morte de milhares de judeus, que foram humilhados e torturados por serem considerados parasitas sociais. Hoje, no Brasil, são alarmantes os números de homicídios por discriminação. Segundo o G1.com, a cada 100 vítimas, 71 são negras, circunstância que evidencia o racismo no país.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de garantir a segurança física e moral de todos. Em razão disso, urge que o Ministério dos Direitos Humanos crie um programa de assistência às vítimas, não apenas presencial, mas também online para facilitar o acesso, com acompanhamento psicológico. Além de ser mais assíduo nas punições para quem pratica discurso de ódio. Dessa foma, a democracia será restaurada e as pessoas se sentirão mais seguras.