Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 28/06/2019
Desde os séculos antes de Cristos, o filósofo Aristóteles já dizia, “é sinal de uma mente educada entreter um pensamento sem aceita-lo”. Nesse contexto, é notório que casos de intolerância e discurso de ódio não é uma problemática atual, contudo, é inadmissível que em pleno século XXI, com a evolução de constituições e a criação dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas, esse tipo de crime seja minimizado em um país que se proclama uma república democrática.
De início, cabe ressaltar o pensamento do humorista George Carlin. Para ele, cada vez se tem prédios mais altos e pavios mais curtos, estradas mais largas e pontos de vistas mais estreitos. Tal discurso combina com o do físico Einstein, onde ele afirma que a tecnologia ultrapassa a humanidade. De forma análoga, observa-se a comprovação desses pensamentos, visto que com a evolução da internet e o aprimoramento das comunicações, o ser humano tem usado dessas ferramentas para proclamar discursos de ódios contra minorias. Diante desse cenário, encaixa-se o caso da jornalista da emissora globo, Maria Júlia, que sofreu vários ataques racistas nas redes sociais, contudo, se mostrou forte e determinada em seguir as leis e denunciar.
A posteriori, as principais vítimas da intolerância e discurso de ódio, no Brasil, são as minorias, constituída de mulheres, negros e homossexuais. Isso de deve, respectivamente, ao pensamento patriarcal de inferioridade do gênero feminino, que é pertinente desde a Grécia Antiga, em que as mulheres só serviam para reprodução. Além disso, as raízes da escravidão, também fez perdurar o pensamento racista até os dias atuais, em conjunto com a igreja - grande influente no pensamento da humanidade - que condena as práticas dos homossexuais, julgando-as erradas e que devem ser castigadas. Por consequente, como dizia Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Dessa forma, observa-se a precisão de leis mais severas e uma educação social mais rígida, que ensine o respeito e a empatia entre as pessoas.
Logo, é preciso a atuação do Ministério da Educação na criação de projetos em escolas, como palestras com psicólogos, para discutir sobre o respeito e a importância das diferenças para crianças, evoluindo o pensamento patriarcal, racista e homofóbico da sociedade. Além disso, o Poder Legislativo deve trabalhar com o Poder Judiciário para formular e cumprir as leis que protegem as minorias de discurso de ódio e também, devem investir na criação de cadeias voltadas para discurso intolerante nas redes sociais, onde atualmente, é o principal palco para o crime. Além disso, a mídia deve publicar propagandas em prol da denúncia a esse tipo de crime, incentivando o correto a fazer. Para assim, contradizer o pensamento de Einstein, tornando mais fácil desintegrar um preconceito a um átomo.