Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 08/07/2019
‘‘O importante não é viver, mas viver bem". Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para os indivíduos que fazem parte da minoria social que são os mais afetados pela intolerância e pelo discursos de ódio. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por essas pessoas, o desconhecimento das diversidades e as redes sociais contribuem com a situação atual.
Em primeira analise, é importante ressaltar que a elaboração da Constituição Federal, há 30 anos, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo negros, mulheres e homossexuais. No entanto, é notório que o Poder Publico não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que o numero de preconceitos e mortes causadas por uma parcela conservadora da sociedade só aumenta. Dessa maneira, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade social configura, não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal. Logo, deve ser modificada em todo território nacional.
Segundo o jornal O Globo, no ano de 2014 foram identificadas mais de 300 mil menções sobre racismo e homofobia nas redes sociais, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação. Tal fato ocorre pois há uma crença no anonimato e impunidade que favorecem o preconceito na internet. De acordo com isso, também tem-se uma formação de estereótipos conservadores nas mídias. Dessa forma, ao deparar com pessoas fora do padrão existente, os internautas tendem a implantar seus discursos de raiva atrás de ‘‘fakes’’ que são responsáveis pela forma como se escondem.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que aproximem essas duas realidades. Para que seja finalizado o problema dos discursos de ódio e a proliferação da intolerância, faz-se necessário que as Mídias Sociais, por meio de campanhas no Facebook e no Instagram, abordem o tema da problemática, visando discutir questões éticas e as diversidades culturais presentes no Brasil. Outrossim, o Poder Legislativo deve rever as leis que não funcionam como deveriam e não fornecem aos indivíduos a capacidade de viver bem e possuírem seus próprios direitos. Só assim, indivíduos presentes nas minorias não apenas existirão, mas viverão.