Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 03/07/2019

O mito da caverna de Platão diz que prisioneiros estão acorrentados no interior de uma caverna e só conseguem ver o reflexo de uma fogueira na parede dela, logo isso é tudo que conhecem. Porém, um deles escapa e vivencia o mundo exterior, percebendo então a ignorância no antigo local. Dessa forma, é possível associar a intolerância e ódio ao reflexo na caverna, pois significa estar preso ao ordinário e quando o prisioneiro foge, metaforiza um pensamento crítico e racional, ou seja, não ignorante. Sendo assim, é necessário questionar a realidade e buscar sempre mais conhecimento, uma vez que proliferar discursos de ódio é o oposto disso.

A priori, é necessário perceber que ódio e intolerância são dirigidos não a uma pessoa em particular, mas para grupos, que geralmente são minorias. Estas não indicam quantidade, mas sim a conjuntura de desvantagem social, por não estarem em um padrão pré-estabelecido, como etnia, físico corporal, sexualidade, gênero, religião etc. Dessa forma, observa-se que a intolerância e os discursos de ódio surgem de um pensamento egocêntrico e ignorante, pois os alvos são sempre o que são diferentes da visão de quem ataca.

Aliás, essa forma de censura é semelhante da que existia no fascismo, na Itália, e nazismo, na Alemanha, em que esses usavam violência (como são os discursos de ódio) para instaurar poder. Além disso, é possível entender que crianças não nascem intolerantes, para que isso se configure é preciso “aprender”, seja com os pais ou com colegas, por exemplo. Diante desse cenário, surge a problemática: falha na educação com as crianças. Não apenas as crianças, obviamente, mas conforme elas vão envelhecendo, se recebida essa instrução, a sociedade fica composta, então, de indivíduos respeitosos.

Portanto, faz-se imperativo o governo investir mais na educação e sua cultura, por meio de palestras, teatros, atingindo crianças, e reuniões para pais, a fim de ensinar maior tolerância e respeito para com a diversidade, para que os discursos de ódio sejam repensados e não mais disseminados. Concomitantemente, a esfera midiática pode lançar propagandas sobre esse assunto, visando conscientizar a população sobre agressão verbal e relembrá-la sobre respeito. Também, o poder legislativo pode criar políticas públicas para multar quem prolifera essas declarações que incitam ódio, tanto na internet, como na realidade, proporcionando então maior harmonia nas comunicações.