Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 03/07/2019
No período chamado “Holocausto”, os judeus - grupo de minoria - sofreram grandes repressões físicas e psicológicas pelos nazistas e tiveram vários dos seus direitos violados. Hodiernamente, a situação do Brasil é semelhante, uma vez que o direito de liberdade de expressão interpretado de forma errônea e a banalização do ódio por parte da sociedade configuram o problema da intolerância e discurso de ódio contra minorias.
A priori, o direito de liberdade de expressão é interpretado de forma equivocada por parte da sociedade. Segundo dados do jornal O Globo, 84% das 400.000 menções “online”, em 2016, sobre racismo, política e homofobia são negativas. Esses dados mostram que os autores dessas menções não compreendem o direito de liberdade de expressão, o que abre portas para o discurso de ódio e intolerância e perturba o bem-estar social das minorias.
Posteriormente, há uma banalização do ódio decorrente dos atos mencionados. Isso pode ser percebido através de dados da Safernet Brasil, que mostram uma queda das denúncias de ódio na internet, de 2016 para 2017, sem que houvesse queda do ato em si. Portanto, percebe-se que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias foram banalizados, assim como as repressões sofridas pelos judeus no Holocausto, o que fere os direitos de cidadania desses grupos minoritários.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos promover uma campanha na internet - em redes sociais como Instagram e Facebook- que conscientize a sociedade em relação à importância da denúncia dos atos de intolerância e ira. Isso, por meio de depoimentos pessoais de vítimas do problema em discussão, com o intuito de suprimir a banalização das atitudes impetuosas e extinguir a intolerância e o discurso de ódio contra minorias do país. Somente assim a situação brasileira será distante do contexto do Holocausto.