Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 20/07/2019
Durante a Primeira República o Arraial de Canudos, habitado por indivíduos em desvantagem social, foi amplamente atacado discriminativamente, resultando em repressão social. Tal concepção aduz a ideia de intolerância e ódio contra minorias na sociedade. Portanto, é necessário analisar as causa e propor meios para resolvê-las.
Em primeiro lugar, o desconhecimento impõe a intolerância. Parafraseando a teoria dos ídolos de Francis Bacon, o preconceito impede que o homem conheça a verdade, tornando ele um ignorante. Nesse sentido, a falta de conhecimento das causas sociais - minorias -, por parte da maioria, cria indivíduos aversos e estabelece uma ideologia que impede o conhecimento dessas causas, como o ocorrido em canudos, onde o preconceito impediu que a nação conhecesse a luta de Conselheiro, corroborando o pensamento de Bacon.
Por conseguinte, a difusão do discurso de ódio foi facilitada. Com a criação da rede mundial de computadores a propagação desse princípio foi favorecida, uma vez que existe uma ideia de anonimato por onde é destilado a raiva e que consegue alcançar todos os grupos minoritários de uma só vez, afim de destruí-los. Nesse ângulo, Maju Coutinho, jornalista negra, foi atacada com discurso de ódio no instagram por organizações racistas, evidenciando o peso da rede na prática da aversão.
Fica evidente, então, que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias é um problema. Dessa forma, um conjunto de combate ao ódio integrado por Ong’s, Ministério da Educação e a mídia deverá criar caminhos para minimizar a intolerância, abrangendo toda a sociedade, por intermédio de workshops, aulas, cartilhas e palestras ministradas por docentes nas instituições de educação e a mídia deverá criar propagandas publicitárias, filmes, novelas e séries que abordem e conscientizem sobre as causas sociais, desenvolvendo conhecimento. Dessa maneira, o conhecimento impedirá a formação de ideias preconceituosas na massa social.