Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 25/07/2019

Durante o regime Nazista de Adolf Hittler, na Alemanha, a humanidade presenciou o maior caso de intolerância e ódio contra os não pertencentes a chamada raça Ariana, que resultou na morte de milhares de inocentes. Atualmente, a problemática do preconceito e discursos de ódio ainda está presente na sociedades, pois medidas não são tomadas para evitá-las. Nesse sentido, é necessário analisar as causas e as consequências dessas atitudes, para elaborar meios de combatê-las.

Primeiramente, deve-se entender que a intolerância e o ódio não tem fundamento algum, porém o sentimento equivocado de superioridade é a principal causa. Desse modo, o indivíduo alienado ao próprio mundo não percebe o mal que seus atos oferecem à sociedade e ao país. Assim, com o passar das décadas o ser humano foi negligenciando esse comportamento agressivo que, dessa forma passou a ser banalizado. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de Banalidade do Mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt: Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Portanto, é imprescindível cobrar do governo medidas protetivas para as minorias, já que seus direitos perante a declaração dos direitos Humanos estão sendo corrompidos.

Ademais, vale destacar também as consequências trazidas pela intolerância e pelo discurso de ódio, e como elas afetam a sociedade em aspectos culturais e sociais. Consequências estas como isolamento social, baixa autoestima e sobretudo a depressão, que além de ser uma doença séria leva problemas não apenas para a pessoa afetada e sim para todo grupo com o qual ela convive. Nessa perspectiva, fica claro que a opressão sofrida pelas minorias é, de fato, prejudicial à saúde do Brasil, do mesmo modo como disse o poeta modernista Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho”. De fato, ao fazer uma analogia ao problema, o preconceito, o ódio e a intolerância são os obstáculos no desenvolvimento cultural e social do país.

Em suma, é notório que todas essas adversidades são, sem dúvidas, um problema para o país, e dessa forma devem ser combatidas. Então, rege que o Ministério da educação encoraje e principalmente estimule a comunidade escolar, assim como a associação de pais, professores e alunos a realizarem congressos ou até workshops trimestrais nos ambientes escolares, por meio de gincanas e até mesmo produção de cartazes que expliquem os malefícios da intolerância para a comunidade. Além disso, é possível também trazer profissionais da área da psicologia, para estes explicarem sobre o perigo que os distúrbios psicológicos oferecem à saúde humana. A fim de que, possamos garantir que a escola cumpra sua função social que é educar e conduzir o ser humano para um patamar superior, da mesma forma como desejava o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire.