Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 27/07/2019
A Constituição Federal de 1988 garante direitos igualitários e isonomia social. Entretanto, a banalização da violência na internet e a existência de preconceitos mascarados por ideais rígidos, deslegitimam o documento promulgado. Portanto, é necessário que medidas sejam exercidas para que o discurso de ódio e intolerâncias contra minorias não sejam mais uma realidade no Brasil.
Mormente, é indubitável que a possibilidade de se expressar livremente, garantida por direitos constitucionais, potencializa discursos de ódio. Nesse viés, isso é notável nas redes sociais, as quais oferecem um caráter anônimo e uma impunidade com as ações realizadas, proporcionando o surgimento de ataques preconceituosos contra celebridades e pessoas públicas, como ocorreu com a jornalista Maria Júlia Coutinho. Em vista disso, observa-se a teoria de Hannah Arendt, a qual evidencia como um indivíduo comum é capaz de atitudes extremamente violentas, a partir da falta de reflexão e orientação.
Ademais, de acordo com o conceito de “Homem Cordial”, do escritor Sérgio Buarque de Holanda, a sociedade brasileira é teoricamente aberta e os indivíduos rapidamente passam de amáveis para hostis. Face a isto, nota-se a existência de preconceitos velados e discursos de ódio taxados como inofensivos, sendo fundamentados em ideais conservadores. Assim, transfobia e racismo, por exemplo, são discursos alienados à família tradicional e a brincadeiras, acarretando uma banalização dos direitos humanos e a perpetuação da exclusão social dessas minorias.
Destarte, como primeira intervenção, é imperioso que o Governos Federal aumente a representatividade dos grupos minoritários na política, por meio de cotas inclusivas nas campanhas, favorecendo sua participação nas decisões referente a sociedade. Juntamente a isso, deve ser feito uma parceria público- privada para aumentar a divulgação, em redes sociais e nos principais canais midiáticos, dos direitos referentes às minorias e incentivos a denúncia de violência física ou abstrata. Logo, o exercício da cidadania e da pluralidade social deixarão de ser uma utopia no país.