Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 12/10/2019

No século XX, durante a 2ª guerra mundial, fora propagada pelo ditador polonês Adolf Hitler, alguns dos maiores atos de preconceito e intolerância da humanidade, essa disseminava que a raça ‘’ariana’’ era superior, excluindo homossexuais, judeus, deficientes entre outras minorias que eram fora da ideologia propagada, foram desde mortes a propagandas com discurso de ódio parte de Hitler e seus colegas. Nos dias atuais, marcas da intolerância ainda persistem e fazem parte do cotidiano das pessoas, sendo uma herança histórica que causa sofrimento aos vulneráveis aos preconceitos.

Nesse contexto, é valido ressaltar, em primeiro lugar, as fontes históricas que geraram os discursos de ódio ainda vigentes. Acerca disso, também no século XX, houve na África o ‘’Apartheid’’, uma segregação que dividia negros e brancos, demarcando lugares da cidade os quais os negros poderiam transitar, nessa época vários meios de comunicação declaravam repúdio e ódio aos negros, aumentando o preconceito da população e concomitantemente os discursos preconceituosos. A partir disso, é explicita que a intolerância advém do sentimento de superioridade de uma camada da sociedade em detrimento de outra, gerando atos de violência moral e física, como ocorreu com um jovem homossexual no Rio de Janeiro, o qual foi espancado por um grupo de homofóbicos, segundo o site ‘’O Globo’’.

Outrossim, os ataques de ódio são grandes fatores para o sofrimento das minorias. Segundo uma pesquisa da Universidade de Londres, pessoas que sofrem algum tipo de discriminação, preconceito e discursos de ódio tem mais chances de adquirir doenças psiquiátricas como ansiedade e depressão. Logo, se torna evidente que os atos de repúdio deflagrados às minorias são responsáveis por uma menor qualidade de vida e causas de sofrimentos psicológicos. Assim, essas ações em conjunto não respeitam a ética do filósofo racionalista, Immanuel Kant, que delibera o fazer ético, ações que levam a um bem coletivo.

Destarte, diante da problemática de intolerância e discurso de ódio, o Ministério da Educação em parceria com as escolas públicas e privadas, devem discutir a temática da intolerância nas instituições e, além disso, mostrar os acontecimentos históricos e suas consequências, por meio das aulas de história, filosofia e sociologia, a fim de informar os alunos para que acontecimentos como o ‘’Apartheid’’ não se repitam e para que eles não pratiquem a intolerância e discurso de ódio em seu cotidiano, assim irá conscientizar as próximas gerações e evitar o sofrimento das vítimas. Somente dessa maneira, o problema poderá ser resolvido.