Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 19/08/2019

“O resultado mais sublime da educação é a tolerância”, segundo Hellen Keller: a primeira mulher surdocega a ter um diploma. Porém, a partir de uma análise histórica, sabe-se que o preconceito tem raízes históricas. Isso se deve a falta de políticas públicas que visem a inserção das minorias na sociedade.

Primeiramente, no livro do historiador Bóris Fausto, “A história do Brasil”, aponta-se como causa primordial para a intolerância e o discurso de ódio contra a minoria negra, o fato da abolição da escravidão no país não ter sido acompanhada de políticas públicas que visem a reinserção do negro na sociedade. Sendo assim, essa minoria foi marginalizada, visto que não conseguia emprego devido ao olhar intolerante a que lhes era atribuído. Vale ressaltar que a intolerância e o discurso de ódio se caracterizam como a aversão a um estereótipo, e nunca de uma única pessoa.

Ademais, o significado de minoria deve nos remeter a um grupo vítima de intolerância, e nunca ao número de indivíduos que o compõem. Uma vez que, 50% da população brasileira é negra, parda ou indígena, segundo o IBGE, e cerca de 400 anos após a abolição da escravidão, seus resquícios ainda se fazem presentes. Um exemplo são os discursos de cunho preconceituoso as minorias, entre elas, os negros, indígenas, LGBTQ e mulheres, propagados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Visto isso, urge a necessidade da alteração desse quadro.Para uma nação ser considerada plenamente desenvolvida, deve visar o bem-estar de todos os seus indivíduos de maneira igual, o que não ocorre no Brasil. Para alterar esse quadro, é dever do Poder Legislativo, criar leis que tornem obrigatório, no mínimo 1/3 dos empregados das empresas constituírem alguma das minorias, anteriormente citadas. Afim de inseri-los  na sociedade e, a longo prazo, ter uma sociedade livre de preconceitos e intolerância.