Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 02/09/2019
O livro sagrado para os cristãos, a Bíblia, afirma a necessidade do ser humano não fazer acepção de pessoas. Entretanto, nota-se a dificuldade que seus próprios fiés possuem em adotar esse comportamento, como se observa nos conflitos que ocorreram entre os protestantes e os católicos na Irlanda, os quais cominaram na separação desse país. No entanto, essa realidade não ficou restrita apenas no âmbito religioso, a intolerância e o discurso de ódio demonstra ser algo presente na sociedade, principalmente, quando é dirigido para as minorias. Isso evidência falhas dos formadores de opinião, no tocante, a família e a escola.
Em primeiro lugar, conforme o naturalismo, um movimento artístico e literário brasileiro - o ser humano é desprovido do livre-arbítrio, haja vista que esse ser é, essencialmente, produto do meio. Dessa forma, percebe-se que a manutenção, como por exemplo, do preconceito racial, do machismo e da intolerância religiosa mesmo com a existência de leis que propagam a igualdade e a isonomia de direitos, deve-se ao um ambiente que persiste em acreditar na superioridade de uma raça e de um costumo. Esse local de construção do discurso de ódio contra as minorias é sobretudo o seio familiar, pois, segundo argumentou o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz a personalidade humana. Consoante a isso, não há como combater esse mal social sem reconstruir os valores que se transmitem de pais para filhos.
Além disso, outro formador de opinião que permite a propagação da austeridade nas relações interpessoais do ser humano, é a instituição escolar. Posto que, de acordo com o educador Paulo Freire, a educação proporciona meios para mudar o indivíduo e esse, assim, torna-se apto para transformar a sociedade. Consequentemente, ao analisar o contexto de inúmeras barbarias sociais, no qual o próprio ambiente escolar registra essas ações, como é o caso do bullying, detecta-se, diante disso, a inoperância das escolar em executar as suas funções basilares. Isso é fruto de um ensino tecnicista que preconiza a formação de estudantes aptos para o mercado de trabalho, mas ausentes de valores de cidadania.
Portanto, com intuito de cobir a intolerância, faz necessário que a mídia televisiva demonstre por meio de comerciais, como pais preconceituosos geram filhos com a tendência de agir assim, com objetivo de que, desse jeito, conscientize a sociedade sobre a necessidade de mudar as suas ações para que maus hábitos não se repita na próxima geração. Ademais, cabe ao Ministério da Educação desenvolver programas que serão implantados nas escolas sobre a importância de respeitar a diferança do outro. Mediante a isso, construir-se- á um ambiente social mais igualitário.