Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/08/2019
O livro sagrado para os cristãos, a Bíblia, afirma a necessidade do ser humano não fazer acepação de pessoas. Entretanto, nota-se a dificuldade que seus próprios fiéis possuem em adotar esse comportamento, como se observa nos conflitos que ocorreram entre os protestantes e os católicos na Irlanda, os quais cominaram na separação desse país. Entretanto, essa realidade não ficou presa apenas no âmbito religioso, a intolerância e o discurso de ódio demonstra ser algo presente na sociedade, principalmente, quando é dirigo para as minorias. Isso evidencia a negligência do homem diante das leis, mas também demonstra as falhas da instituição escolar.
Em primeiro lugar, a declaração universão dos direitos humanos é o basilar da sociedade moderna na compreensão da importância dos direitos para a construção de um ambiente social justo. Por exemplo, em um dos seus artigos expõe que todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos e devido a isso essas devem viver em fraternidade. No entanto, a realidade ilegitima esse decreto, como se percebe pela persistência do machismo e do racismo, o quais impossobilitam que minorias tenham acesso a inúmeras conquistas sociais. Dessa forma, a população hodierna se assenta no enigma da modernidade elucidado pelo filósofo henrique de lima, em que a civilização é tão avançada em suas razões teóricas, mas tão indigente em suas questões éticas.
Contudo, esse comportamento social reverbera as inúmeras falhas presentes no sistema educacional brasileiro. Posto que, conforme o escritor Paulo Freire, a educação proporciona meios para mudar o indivíduo e esse, assim, torna-se apto para transformar a sociedade, consequentemente, se o corpo social adota a intolerância e discurso ódio em suas ações, percebe-se, desse jeito, escolas que não exerce a sua função de construir cidadãos com análise crítica de suas atitudes. Isso é reflexo de um ensino tecnicista que preconiza a formação de estudantes competentes para o mercado de trabalho, mas ausentes de valores de cidadania.
Portanto, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, fomentar programas que serão implantadas nas instituições escolares sobre a importância de respeitar as diferenças do outro. Para tanto, essas contarão com aulas interdisciplinares de historia, sociologia e fisologia, em que os professores mediante a debates e palestras demonstrarão que a intolerância impossibilita que as minorias tenham acesso a direitos basilares, com objetivo de que, assim, os estudantes venham coibir ações de austeridade ao próximo. Diante disso, desfrutaremos de uma sociedade que respeite as suas leis e, consequentemente, gozar-se-á de um ambiente social mais igualitário.