Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 21/08/2019

No século XX, Martin Luther King Jr. lutou pela igualdade civil entre brancos e negros nos Estados Unidos, pois estes não tinham os mesmos direitos nessa sociedade, sendo vítimas de intolerância e ódio por parte da outra parcela da população. Ainda no século XXI, essa conjuntura é presente contra grupos minoritários, fruto de convicções estabelecidas e intolerantes, o que dificulta ainda mais a igualdade  efetiva de direitos.                                                                                                                            Em primeiro lugar, convém destacar que tal conjuntura é gerada por falta de tolerância. Isso porque “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”, como  afirma o filósofo Arthur Schopenhauer.  Partindo-se disso, as pessoas são intolerantes para com os que diver-gem de suas convicções, vendo-as como corretas e discriminando as outras pessoas, não as vendo como iguais. Dessa forma, a intolerância à diferença é precursora do ódio, sentimento de profunda ostilidade.                                                                                                                                                              Disso resulta a exclusão social vivenciada  por quem é vítima de intolerância e ódio.Os grupos minoritários têm constantemente seus direitos vilipendiados e são segredados na sociedade, ficando fora das principais decisões sociais e políticas do país em que residem. Um exemplo dessa afirmação é o de que as mulheres (julgadas como inferiores e desiguais) só tiveram direito para o voto em 1932 e nem todas podiam votar, ou seja, passaram-se séculos desde a colonização para que seu direito ao voto no Brasil fosse garantido. Desse modo, mesmo que “Construir uma sociedade livre, justa e solidária” seja um objetivo fundamental da República Federativa brasileira, isso não se encontra consolidado na prática.                                                                                                                                          Portanto, é necessário que se amenize a atual situação vivenciada pelas minorias. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura  deve mudar a convicção de desrespeito às diferenças, por meio de palestras e campanhas distribuídas em escolas, comunidades e redes sociais, que eduquem o cidadão em relação a tolerar ideologias diferentes da sua e que todos são iguais perante a lei  e isso deve ser respeitado. Além disso, é dever do Governo Federal amenizar o quadro atual de exclusão social, mediante políticas públicas, as quais efetivem os direitos das minorias que estão sendo ignorados pelos grupo majoritários. Assim, o Brasil - se tomadas essas medidas - poderá efetivar um dos seus objetivos fundamentais, que está sendo vilipendiado, e as pessoas poderão experimentar mais igualdade e harmonia em sociedade.