Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 28/08/2019
Os constantes casos de violência envolvendo grupos minoritários: mulheres, negros, indígenas, entre outros, têm gerado em estudiosos e na sociedade grandes discussões. Se, de um lado, esses grupos tem conquistado importantes direitos; de outro, grupos conservadores insistem em atacá-los propagando, inúmeras vezes, discursos de intolerância e ódio.
Conforme o artigo quinto da Constituição Federal todos são iguais perante a lei, sendo garantido a homens e mulheres a liberdade de expressão, de pensamento, de religião, etc. Ademais, a carta magna aliada à tratados e convenções de direitos humanos veda quaisquer tratamentos desiguais relacionados a cor, gênero, sexo, entre outros.
Apesar disso, notícias informando a cerca de violência sofrida por minorias não são raras. Nesse sentido, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, IBGE, em parceria com o Ministério de Justiça mostram que o número de pessoas negras vítimas de homicídio foi 150% maior que o número de vítimas brancas no ano de 2016. Além disso, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de mulheres vítimas de feminicídio e, segundo o Instituto Datasenado, uma a cada cinco mulheres já foi vítima de algum tipo de violência por parte de seus parceiros.
Tais fatos provam que criar leis não é o suficiente. Faz-se necessário que o poder público busque mecanismos que efetive a proteção a esses grupos. Mecanismos esses que acolham as vítimas sociais e puna com rigor os infratores. Somado a isso, o Ministério da Educação, por meio de escolas e universidades, deve criar projetos que visem a conscientização das pessoas para esses problemas. Outrossim, ONG´s e igrejas devem debater esse tema em suas reuniões, objetivando sempre o combate a esse tipo de violência. Somente assim, na união de esforços, tornaremos a sociedade mais tolerante e igualitária.