Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 30/08/2019
No livro “O Diário de Anne Frank”, escrito por Anne, conta a sua história durante a Segunda Guerra Mundial, em que sofreu perseguições pelos nazistas por ser judia. Embora tenham se passado muitos anos após a guerra, percebe-se que a intolerância contra minorias não acabou, mesmo a população mundial vendo o que o ódio pode causar. Logo, é indispensável colocar o assunto em questão para combatê-lo.
Em primeiro lugar, vale salientar que em diversos casos, o discurso de ódio está fantasiado em uma falsa liberdade de expressão. Porém, o direito de se expressar acaba quando atinge a moral do outro. Sabendo disso, as redes sociais maximizam tal situação, uma vez que o indivíduo pode se manifestar por meio do anonimato. Isso decorre pelo fato da sociedade pós moderna contribuir para o individualismo que, segundo Zygmunt Bauman, gera a antipatia, a qual torna o cidadão egoísta sem se colocar no lugar do outro.
Outrossim, é importante frisar que o Darwinismo Social influencia totalmente nesse cenário, visto que vivemos em uma sociedade em que alguns grupos, raças e etnias se julgam superior aos outros. Nessa perspetiva, ocorreu no ano de 2018, o caso de Marielle Franco, mulher negra, homossexual e feminista que foi assassinada por fazer parte da minoria. Assim, é notório que a violência está diretamente ligada ao ódio, visando isso, ela remove a dignidade da vida e a liberdade do ser humano, afirma o Papa João Paulo II. Desse modo, medidas devem ser tomadas para a resolução do problema.
Fica evidente, portanto, que o modo como as coisas foram procedidas até agora precisam mudar. Buscando resolver isso, cabe a Mídia em parceria com o Ministério da Educação, desenvolver campanhas nas escolas - posto que o instituto de ensino influencia na formação de opinião do indivíduo - e criar propagandas nos meios de comunicação, a fim de dissipar a visão equivocada contra os pequenos grupos da sociedade. Dessa forma, será possível instaurar o Relativismo, isto é, colocar-se no lugar daquele que sofre a indiscriminação e fazer com que os relatos de Anne Frank não se repitam novamente com outras pessoas.