Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 07/10/2019
O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao caos na sociedade, o qual se aplica a questão da intolerância e discurso de ódio contra minorias. Nesse sentido, cabe salientar que o Brasil, conhecido como um país hospitaleiro, têm muitos indivíduos com dificuldade em respeitar as pluralidades. Ademais, vale ressaltar que as redes sociais amplificam essas atitudes pela falsa noção de sigilo da identidade. Por isso, é importante que haja medidas para reverter essa situação.
Nesse contexto de intolerância, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, em 2018, houve a morte de 420 homossexuais apenas por conta da sua orientação sexual. Tal dado vai de encontro a imagem acolhedora do Brasil, pois, não raro, o preconceito e discurso de ódio atinge não somente os LGBTs, mas também cidadãos marginalizados, que são pobres e negros,que enfrentam repressões verbais e físicas em consequência dos prejulgamentos arraigados nos seres. Dessa forma, nota-se que a minoria acometida por essas situações, não estão em menor quantidade, mas são a minoria participativa, na politica, em postos de trabalho e nas escolas. Assim, fomenta-se uma nação desigual.
Ainda nesse viés, a Constituição Cidadã afirma que todos têm direito a liberdade de expressão. Entretanto, algumas pessoas justificam suas intolerâncias baseadas nesse direito. Porém, é primordial que haja distinção sobre até onde essa virtude legitimada alcança o outro de forma negativa. Desse modo, a alteridade, ramo da Antropologia que estuda as diferenças, é primordial para que exiba os benefícios dos contrastes e com isso corrobore para a formação de uma sociedade plural. Além disso, percebe-se que as redes sociais aumentam ações preconceituosas, a exemplo do que aconteceu com a atriz Taís Araujo, a qual foi vitima de ofensas na internet, por conta da sua cor. Todavia, a sensação de impunidade e anonimato que muitos criminosos têm, foi reduzida em consequência da melhoria na inteligencia investigativa, que ainda não é suficiente, já que consoante ao Ministério da Justiça (MJ), apenas 5% dos crimes são solucionados. Assim sendo, reverter esse caos social é fundamental.
Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio dos Ministérios da Educação (MEC) e da Cidadania (MC) nas instituições de ensino e mídias, ao promover palestras e discussões com especialistas na área e pessoas que já sofreram com essa intolerância, para que assim, se possa conscientizar a sociedade. Ademais, vale ressaltar que o MJ aliado ao MEC devem estimular pesquisas nas universidades para a melhoria na inteligencia da investigação, criando programas que procurem revelar a identidade do criminoso de maneira mais ágil. Somado a isso, o MJ deve apenar esses transgressores com medidas socioeducativas com estudo e contato com as diferenças. Com isso, paulatinamnete, conseguir-se-à reduzir a intolerancia e o discursp de odio contra as minorias.