Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 18/09/2019

Com o advento da pós - modernidade a sociedade tornou-se cada vez mais imediatista e, com isso, os indivíduos tornaram-se mais individualistas. Diante desse cenário, a intolerância e o discurso de ódio contra minorias, infelizmente, ganhou espaço. Devido a isso, acabou transformando-se em algo corriqueiro e atemporal, sendo necessário medidas para combater, exaustivamente, esse tipo de comportamento.

Segundo a filósofa austríaca Hannah Arendt, a banalidade do mal é quando uma prática, por ser corriqueira, acaba sendo aceita dentro de uma coletividade. Análoga ao conceito da filósofa, a intolerância contra os menos favorecidos enquadrasse no conceito e é crescente não só no Brasil, mas no mundo. Devido ao sentimento de ‘’normalidade’’ do ato e a falta de punição acerca do mesmo, esse comportamento, junto aos discursos de ódio, passam a ter um palco e público. De acordo com dados da ONG SafeNet, em 2018 foi registrado aumento de 168% nas denúncias contra discursos intolerantes relacionados as minorias.

Ademais, é válido ressaltar que a intolerância é transmitida ao longo do tempo. De acordo com Pierre Bourdieu, filósofo francês, a coação do indivíduo por aqueles que estão ao seu redor, conhecida como violência simbólica, é transmitida ao longo das gerações, graças a falta de punição. Logo, a conivência do judiciário ao não punir de forma rígida os casos de agressão ao princípio moderno e democrático, que é a igualdade, por meio do discurso de ódio contra minorias, colabora com a perpetuação desse comportamento.

Destarte, medidas fazem-se necessárias para reverter essa realidade presente no século XXI. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação em parceria com as escolas, por meio de pedagogos e psicólogos, promover atividades lúdicas para as crianças visando deslegitimar, desde a infância, a normalidade da propagação do discurso de ódio e da intolerância. Assim, cria-se o ideal de coletividade e igualdade. Além do mais, o Congresso deve formular leis mais rígidas aos casos de intolerância contra minorias.