Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 20/09/2019
Segundo o pensamento de Nelson Mandela que diz: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, origem ou religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Essa reflexão foi fundamentada durante o Apharteid, período de segregação racial e forte exclusão das minorias da África do Sul no século 20. Porém, é possível perceber que a intolerância aos grupos mais vulneráreis ainda se perpetuam nos dias de hoje, especialmente, no Brasil, onde discursos de ódio e violência gratuita comprometem o conceito de “sociedade civilizada” que não só os brasileiros, mas o mundo em geral, tanto busca.
A priori, a intolerância às minorias é uma mazela que a sociedade carrega durante toda a sua história, podendo ser vista de maneira mais velada e escondida, ou chegando a patamares extremos, como foi o caso da Alemanha nazista que possuía o pensamento antissemitista, gerando violência e barbaridades mesurareis ao povo judeu. Com isso, faz-se precisa a discussão desse tema sempre que possível, já que esse problema atemporal ainda se mantém nos dias de hoje, como mostram os dados coletados pelo DataFolha em 2019, que alegam que 55% dos negros brasileiros afirmam já ter sofrido algum preconceito apenas pela cor de sua pele. Comprovando assim, a atemporalidade do assunto.
A posteriori, é preciso entender como que a sociedade que se diz avançada civilizadamente, ainda propaga tantos discursos de ódio, e a resposta pode ser encontrada no pensamento de Mandela e vir do processo de aprendizado que receberam. Desde cedo, os brasileiros aprendem que “preto é ladrão” ou que “homossexual vai para o inferno”, essas afirmações apesar de parecerem retrógradas, ainda se mantém nos dias atuais e são ensinadas desde muito cedo, passando assim a se uma verdade absoluta na cabeça de alguns, que transformam o preconceito em ódio e, em última instância, transformam o ódio em violência. E os que optam por “remar contra a correnteza” enfrentam um caminho longo e demorado para se desconstruírem totalmente.
Portanto, medidas se fazem necessárias para se combater o problema da intolerância e ódio no Brasil. É preciso que o poder legislativo juntamente com o poder executivo, elabore novas leis, fiscalize e defenda para que os direitos morais das minorias sejam mantidos imaculados. Além disso, é preciso que o governo forme parcerias com ONG’s para promover campanhas socioeducativas que visem romper de vez o preconceito que ainda se perpetua na população. E por fim, que o MEC elabore novos projetos educativos que visem acabar de vez como essa “herança” de ódio que é passada de geração em geração, além do investimentos em áreas como filosofia e sociologia nos ensino fundamental e médio. Pois como dizia o filósofo Immanuel kant: “O homem é o que a educação faz dele”.