Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 18/09/2019

Segundo o filósofo Mozi, toda sociedade deve ser tratada de maneira igualitária, independente de cor, raça, gênero ou religião. Recentemente, no Brasil, pesquisas feitas pelo DATAFOLHA apontam que um terço da população (ou 33%) já foi vítima de discurso de ódio, acerca de sua religião ou classe social. Nesse contexto, a intolerância e discurso de ódio contra minoria, têm como principais fatores o egocentrismo e o abuso de poder na internet.

Primeiramente, o egocentrismo é o principal responsável pelo elevado número de vítimas de discurso de ódio. Isso acontece porque, de acordo com o filósofo Arthur Shopenhauer na sua obra “O mundo como vontade e representação”, todo homem toma limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo, e buscam aceitar apenas aquilo que lhes convém. Em decorrência dessa visão limitada, o individualismo potencializa-se, e a população se acha no direito de oprimir quem foge do seu comum, e assim, eleva-se as taxas de afetados pela intolerância.

Decerto, nota-se, ainda, que a internet também é responsável por esses atos ominosos de inferioridade e preconceito. Em sua filosofia, Michael Foucault afirma que as relações de poder são impostas diariamente pela sociedade, sempre de uma maneira atualizada, de modo que essa seja disseminada pela comunidade e vista como “normal”. Por exemplo, a partir da ascensão da era virtual, as redes sociais adquiriram o poder de disseminar ideias, inclusive preconceito, visto que as pessoaz agem de maneira anônima, intensificando esse poder de discriminação de outros grupos. Desse modo, o mundo virtual é visto como ferramenta de despejo das intolerâncias pessoais.

Torna-se evidente, portanto, que a questão do discurso de ódio e intolerância como minorias precisa ser revisado. Com o Instituto de amenizar essa problemática, as escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestras, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca da liberdade de escolha de cada indivíduo, com o objetivo de desenvolver, desde a infância, a capacidade de conviver com diferentes gêneros, religiões e raças. O Congresso Nacional deve formular leis que limitem o abuso de poder sobre as mminorias em veículos digitais, por meio de direitos e punições aos que descumprirem de maneira anônima ou não, a fim de acabar com essa opressão na internet. Feito isso, a filosofia de Mozi poderá ser cumprida.