Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 25/09/2019
Durante a segunda guerra mundial, houve massacres e genocídios, devido ao ditador Hitler querer transformar a Alemanha num lugar onde a raça ariana predominasse em sua totalidade. Após esse período foi criado à declaração universal dos Direitos Humanos que serviu de parâmetro para diversas constituições no mundo, inclusive no Brasil, com a constituição de 1988, que afirma em seu artigo 5º que todos são iguais perante a lei sem distinção de cor, raça ou qualquer forma de discriminação. No entanto, os constantes casos de intolerância e o discurso de ódio contra minorias vão de encontro a Carta Magna, essa situação é ocasionada pela falta de fiscalização do cumprimento desse artigo e é mantida pela inoperância estatal no que se refere ao imbróglio.
Análogo a isso, no período de colonização do Brasil, os portugueses trouxeram consigo a pratica da escravidão, e mesmo após a abolição existiu o desprezo, e a humilhação contra negros, além da intolerância religiosa, uma vez que a religião desses afros descentes não era a cristã. Além disso, os Portugueses também praticaram a catequização dos índios, para poder ‘doma-los’ com os dogmas da igreja naquela época e por não aceitarem as suas crenças. Embora esses exemplos tenham ocorrido anos atrás, isso ainda faz parte da nossa realidade, uma vez que a disseminação da intolerância e a pratica do discurso de ódio estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano.
Com o avento da globalização, as distâncias foram encurtadas e isso trouxe diversos pontos positivos como o rápido envio de mensagens, porém essa facilidade e o seu grande alcance de pessoas contribuem para que a intolerância e o discurso de ódio se espalhem. Isso ocorre, principalmente, pela falta de fiscalização nas publicações de redes sociais e pela pouca importância que se da aos crimes virtuais.
Diante dos supracitados, faz-se necessário que a problemática urge em ser solucionada, para isso é imprescindível que o Governo, em consonância com os órgãos midiáticos elaborem campanhas, a fim de mostrar os malefícios que o discurso de ódio causa nas pessoas que o recebem, assim como a sanção que os praticantes desse ato podem levar, além disso, o poder judiciário precisa dar uma importância maior aos crimes virtuais, criando uma ferramenta que auxilie a fiscalizar palavras ‘chaves’ que caracterizam essa pratica, uma vez que é nesse ambiente que ocorrem os maiores índices de intolerância, tanto racial, quanto de gênero e religiosa. Fazendo isso será possível atenuar o imbróglio.