Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/09/2019

A Constituição brasileira de 1988, que também pode ser chamada como Constituição cidadã, dado seu esforço para garantir os direitos sociais a todos, tem como função trazer a igualdade ao país. Entretanto, nos dias atuais, ainda há grupos que sofrem com um intolerância sistemática e lutam pela efetividade legislativa, com as minorias políticas. Desta forma, é evidente que os discursos de ódio contra esses grupos é histórico e se intensificou com o crescimento da internet.

Cabe pautar que os atuais preconceitos estão enraizados historicamente. É notável que o passado discriminatório reflete nos atuais discursos de ódio, posto que eles são destinados a figuras e afins. O mesmo ocorre devido a ausência de reparatórias governamentais. Diante a isso, as consequências desse cenário são os maleficios das minorias, como, por exemplo, mulheres e negras, que de acordo com o site G1, tem risco de morte dobrado.

Conjunto a isso, esse discurso é potencializado através dos meios de  comunicações. A partir da ascenção da era virtual, as redes sociais adquiriram o poder de disserminar idéias, inclusive preconceitos. Neste contexto, o discurso de ódio é intensificado em razão, principalmente da anonimidade que a internet garante ao seu usuário. Desta maneira, o mundo virtual é usado como ferramenta de despejo descriminações pessoais.

Portanto, esse cenário de descriminação é anticonstitucional e necessita ser alterado. Para isso, é necessario que o governo federal combate os preconceitos históricos, por meio de estimulo às ações afirmativas, como cotas mínimas e políticas de valorização identitárias, a fim de propiciar a justiça social. Além disso, é necessario que o Ministério de Segurança Pública impeça a disseminação de discurso de ódio nas redes sociais, mediante fiscalização efetiva e o monitoramento de agrupamentos suspeitos, para que a internet seja um local com maior democracia