Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 29/09/2019
Carlos Drummnod de Andrade, poeta modernista, em seu poema “No meio do caminho”, relata repetidas pedras no decorrer dos versos. De fato, tais pedras podem ser classificadas como obstáculos que impedem o avanço da sociedade. Sob essa óptica, a questão hodierna muito se assemelha-se ao drama do poeta, na qual se relaciona a questão da intolerância e do ódio, visto que são grandes empecilhos a serem superados.
Segundo o site de notícias “Globo News”, 76% das pessoas acham que o país é um Estado preconceituoso, em ressalva com os obstáculos na convivência com as diferenças. Por conseguinte, ressalta que as dificuldades encontradas em todo o sistema educacional estão afetando não só as novas gerações e que enquanto os professores forem os culpados por transmitir ideologias e autoridades que comprovadamente fazem isso, passarem ilesas, as coisas tendem a afundar, visto que, a educação é a única arma possível para livrar alguém da ignorância.
Ademais, é evidente que na sociedade brasileira tais grupos são menosprezados e inferiorizados pelos discursos de ódio que ferem a dignidade desses indivíduos, o que gera o afastamento social, repressão de direitos e a uma não identificação social. Por conseguinte, se tem uma desorganização social e a formação de um sociedade não coesa e que portanto perde o reconhecimento no outro como um membro da pátria. Dessa forma, deve-se buscar a volta do conceito de isonomia grega, no qual as minorias sejam iguais a todos cidadãos.
Portanto, esse cenário de discriminação é anticonstitucional e urge ser alterado. Para isso, é necessário que o Governo Federal combata os preconceitos históricos, por meio do estímulo às ações afirmativas, como cotas mínimas e políticas de valorização identitárias, a fim de propiciar a justiça social. Além disso, é necessário que o Ministério da Segurança Pública impeça a disseminação de discursos de ódio nas redes sociais, mediante a fiscalização efetiva e o monitoramento de agrupamentos suspeitos, como os chans, para que a internet seja um local mais democrático.