Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 03/10/2019

Em 2015, a Walt Disney Pictures decidiu levar aos cinemas uma nova trilogia de filmes de Star Wars, trazendo representatividade à nova geração de espectadores. Na segunda película lançada, a personagem Rose, interpretada por uma atriz asiática, se tornou alvo de insultos por causa de sua etnia, provocando a saída da atriz das redes sociais por tempo indeterminado. Assim como em Hollywood, pessoas que fazem parte de minorias são agredidas verbalmente, como ocorre diariamente na internet, e fisicamente por grupos de intolerância étnica e sexual.

Primeiramente, tornou-se evidente, por meios jornalísticos, o fato de que o Brasil é o número um mundialmente em casos de agressão à grupos LGBT+, informação que foi pouco discutida legislativamente para que seja alcançada uma possível resolução. Esse descaso quanto aos representantes de minorias citados anteriormente, serve de incentivo a grupos de agressores para continuarem praticando crimes e saindo impunes.

Atualmente, os números de pessoas que cometem suicídios, por serem vítimas de comentários online possuindo discursos de ódio com alvo nas minorias, vem aumentando exponencialmente pelo mundo e consequentemente no Brasil. Esses dados apontam que a parcela juvenil da sociedade, que estão passando por períodos de autodescobertas e ficam conectados nas redes sociais diariamente, é a mais atingida. Dessa forma, as pessoas que fazem comentários de cunho intolerante permanecem anônimas, porém, conquistam o objetivo de transformar o ambiente virtual em um território de repressão, consequentemente repercutindo na vida real.

Em suma, a herança da discriminação é grande no povo brasileiro e tem perdurado por mais de quatro séculos, assim, sem nenhuma ação para impedir essa continuidade, o fim não fica nem um pouco próximo. Logo, para combater os atos hediondos supracitados, cabe ao Ministério da Cidadania enrijecer as leis sobre crimes de racismo e preconceito, além de ser necessário um aumento na representatividade dos grupos alvo, feito pelo Congresso Nacional do Brasil, por meio da inclusão de deputados e senadores apoiadores das causas. Estes órgãos, em parceria com o Ministério da Educação,  devem investir em campanhas de conscientização contra qualquer tipo de intolerância em instituições de ensino de jovens e adultos, em conjunto com garantia de segurança em manifestações pacíficas de emancipação desses grupos, por parte da Polícia Militar. Desta forma, o Brasil começaria a trilhar o caminho de realização do “Sonho” de convivência pacífica que Martin Luther King Jr. idealizou décadas atrás.